30 pontos amaldiçoados

O Marítimo atingiu 27 pontos à 14ª jornada da Liga. Desde então apenas somou dois pontos

08 Fev 2018 / 02:00 H.

A 11 de Dezembro de 2017, o Marítimo batia, no seu estádio, o Sporting de Braga por 1-0 e alcançava 27 pontos na classificação da I Liga. Nessa altura, Daniel Ramos estava a dois pontos de igualar a melhor prestação de uma equipa do Marítimo no final da primeira volta do campeonato português (29 pontos) e a três de ultrapassar essa marca que está ainda na posse de Nelo Vingada.

Faltavam então três jornadas para o término da primeira volta (FC Porto e Sporting, fora, Chaves em casa) mas o Marítimo somou por derrotas esses últimos três embates, com a particularidade de ter perdido a invencibilidade caseira, na derrota com o Chaves, que Daniel Ramos ostentava há mais de um ano.

É caso para dizer que a meta dos 30 pontos no final da primeira volta (refira-se que Daniel Ramos já havia ultrapassado os 26 pontos da época anterior) tornou-se numa maldição. O Marítimo nunca mais venceu um jogo desse esse com o Braga a 11 de Dezembro, somando sete jogos sem vencer, dois quais apenas dois foram empates e já no ano de 2018: Paços de Ferreira (fora) e Belenenses (em casa). Ou seja, em sete jogos os verde-rubros apenas somaram 2 em 21 pontos possíveis. O que inicialmente se entendia como uma má fase estendeu-se a uma crise evidente, de resultados e exibições.

As palavras de Daniel Ramos

Vindo de três derrotas consecutivas -FC Porto (1-3), Chaves (1-2) e Sporting (0-5), e na abordagem ao jogo com o Paços de Ferreira, na cidade capital do móvel, Daniel Ramos foi contundente na análise à equipa. “O Marítimo tem um plantel para atingir a manutenção. Ponto final. O Marítimo não tem um plantel para atingir uma competição europeia. Ponto final”, palavras do treinador que não caíram bem em alguns sectores maritimistas porque, sobretudo, era entendido que o treinador não estava a defender o grupo de trabalho, por mais verdadeiras que fossem as suas declarações, levando, mais tarde, Carlos Pereira a entender que “o Marítimo tinha plantel para discutir um lugar europeu, mesmo que não o atingisse”.

Contraste com a primeira volta

Um facto é que o Marítimo entrou na segunda volta com um empate em Paços de Ferreira, a que se seguiu um outro na recepção ao Belenenses. Dois jogos em que a equipa não sofreu golos, mas em que o teor exibicional, principalmente contra os ‘azuis’ de Belém, não foi do agrado geral.

Este arranque da segunda volta, já com quatro jornadas realizadas, contrasta com o arranque da prova. Nos mesmos quatro jogos (Paços de Ferreira, Belenenses, Boavista e Portimonense) o Marítimo somou 9 pontos (3V e 1D) contra apenas dois somados nesta fase (2E e 3D).

A equipa da primeira jornada

Recorde-se a equipa que Daniel Ramos apresentou na jornada inaugural da Liga, na vitória (1-) sobre o Paços de Ferreira: Charles: Bebeto, Zainadine, Pablo Santos, Luís Martins, Erdem Sen, Gamboa, Eber Bessa, Edgar Costa, Rodrigo Pinho e Ricardo Valente.

Se compararmos este ‘onze’ com aquele que perdeu ante o Portimonense, na última jornada, desaparecidos em combate estão Erdem Sen e Eber Bessa (estiveram no banco), para além da dupla de centrais (Zainadine estava castigado e Pablo só agora recupera de uma lesão prolongada) e Edgar Costa (lesionado). O que pode querer dizer alguma coisa.

Outras Notícias