Paralisação parcial das obras do Estádio dos Barreiros

Ausência de financiamento para as obras começa a gerar graves problemas

19 Out 2010 / 02:00 H.

 As obras de reconstrução/remodelação do Estádio dos Barreiros encontram-se parcialmente paralisadas. Um pequeno grupo de trabalhadores asseguram os trabalhos mínimos neste momento, uma quebra de produção que se explica com a ausência de um contrato de financiamento para a renovação da estrutura.

Segundo apurou o DIÁRIO, os gastos com a reconstrução do futuro Estádio do Marítimo já atingiram os 12 milhões de euros, uma quantia suportada pelo consórcio que lidera a obra, a Tecnovia/Zagope, com a ajuda de alguns privados.

Nesta altura, porém, a necessidade de contratar outras entidades (sub-empreitadas) de forma a possibilitar que a obra possa avançar para outro nível gerou um género de impasse. Sem dinheiro para financiar um novo impulso na infra-estrutura, o consórcio limita-se a gerir o tempo da forma que lhe é possível: poucas pessoas que, naturalmente, não conseguem dar conta das necessidades abrangentes de uma obra com grande magnitude. Os prazos, que já foram alargados, poderão naturalmente voltar a ser equacionados.

As obras do Estádio dos Barreiros arrancaram sem que o financiamento por parte do Governo Regional estivesse contratualizado e o recente chumbo do Tribunal de Contas implicou um forte retrocesso, muito embora o Executivo tenha desvalorizado o sucedido. A realidade aponta outro cenário, bem mais complicado, até porque ninguém apresentou até ao momento outra forma de endividamento. 

O arquitecto Pedro Araújo, mentor do projecto, já veio a terreno enaltecer o facto do Estádio ser sustentável mesmo sem intervenção na Bancada Central. O problema, porém, reside no pagamento do que já foi feito... os tais 12 milhões de euros.