20 milhões para as empresas

Linha de crédito visa dar impulso ao investimento no comércio, serviços e indústria

14 Ago 2017 / 02:00 H.

A Comissão Europeia (CE) impôs que os juros gerados e/ou os recursos restituídos dos programas operacionais (reembolsos) devem ser reutilizados em benefício do tecido empresarial. Atendendo a que, na actual conjuntura, as empresas regionais têm tido algumas dificuldades no acesso ao crédito, nomeadamente na banca tradicional, o Governo Regional, através da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, aprovou mais uma nova linha de crédito no valor de 20 milhões de euros.

Esta linha é disponibilizada pelo Instituto de Desenvolvimento Empresarial – IDE, IP-RAM, destinada especialmente às empresas do sector secundário (indústria e construção) e terciário (comércio e serviços).

Neste novo instrumento de apoio, designado por ‘Linha de Crédito INVESTE-RAM 2020’, encontram-se afectos cerca de 20 milhões de euros, numa linha que “pretende impulsionar o investimento, preferencialmente junto das pequenas e médias empresas, incrementando, simultaneamente, a actividade empresarial e avalizando as operações financeiras através do sistema nacional de garantia mútua”, explicou ao DIÁRIO o secretário regional com a ‘pasta’ da Economia, Eduardo Jesus.

O governante vê neste novo apoio “mais um contributo determinante para que as empresas possam concretizar os seus negócios e possam dar continuidade aos seus projectos, influenciando, desta forma, a dinâmica da nossa economia, com efeitos directos que revertem a favor de toda uma cadeia de valor que, assim, se equilibra e reforça e que a todos beneficia”, justifica.

Relembrando que nos primeiros 7 meses deste ano, e através dos vários Sistemas de Incentivos disponibilizados pelo IDE, já foram injectados “cerca de 15,3 milhões de euros” nas empresas, Eduardo Jesus sublinha o papel socioeconómico destes instrumentos e garante que “os mesmos têm cumprido não apenas a sua função no apoio às empresas e na criação e manutenção dos postos de trabalho mas, também, na diversificação económica que se defende para a Região, onde existem muitas e válidas oportunidades por explorar, em complemento ao turismo”.

Investimentos em 18 meses

Refira-se que ao abrigo desta nova linha de crédito serão aceites operações de financiamento destinadas a investimentos tangíveis e/ou intangíveis, bem como fundo de maneio, operações que tenham por fim a aquisição de imóveis (desde que afectos à actividade industrial e empresarial) e de terrenos, com ou sem edificações (desde que também destinados ao exercício da actividade).

Em termos de bonificações, será integralmente bonificada a comissão aplicável pela Sociedade de Garantia Mútua e, em termos de taxa de juro, existe uma bonificação base de 60% do spread contratado (sendo o spread máximo de 3,75%) com possibilidade de majoração a 100%, no caso de a empresa criar ou manter o volume de emprego e o investimento preencher os critérios de inovação definidos pelo IDE que constam da Portaria do Sistema de Incentivos Valorizar 2020.

No que se refere ao prazo de utilização, o investimento deverá ser realizado até 18 meses após a data da contratação das operações, prorrogável por mais 6 meses, em casos devidamente justificados. Já no que toca ao montante máximo de financiamento, por projecto, não poderá exceder os 4,250 milhões de euros.

Para se candidatarem, as empresas têm de apresentar as suas candidaturas juntos dos bancos que subscreverem o Protocolo, tendo que preencher algumas condições de acesso e elegibilidade das operações. “O Instituto de Desenvolvimento Empresarial está, obviamente, disponível para prestar todas as informações necessárias aos empresários”, reforça Eduardo Jesus.