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Austeridade sem confiança

SESARAM apenas procurou garantir uma incipiente e frágil estabilidade financeira

 
Juan Carvalho
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O programa de ajustamento económico e financeiro a aplicar á RAM de forma faseada a curto e a médio prazo, vai agravar ainda mais a débil situação económica, financeira e social em que a região se encontra. Os efeitos já se fazem sentir em várias áreas nomeadamente nos transportes na educação e no setor da saúde, com impactos diretos para a população e para os trabalhadores.

Num momento de crescentes dificuldades para os utilizadores e profissionais do Serviço Regional de Saúde, verificamos que quem governa a saúde na região usando da prepotência no exercício do poder, destruiu todo e qualquer capital de esperança e base de confiança tão necessárias para em tempos de dificuldade, sensibilizar, envolver e motivar os diferentes agentes, para os processos de mudança.

Sem uma abordagem global e integrada sobre os recursos e o dispositivo existente, sem uma definição clara e objetiva de que modelo de serviços de saúde se quer para a região, assistimos a um discurso circunstancial para justificar as medidas pontualmente adoptadas, procurando fazer crer á população de que os responsáveis pela governação da saúde na região são os defensores e representantes dos utentes, em contraponto a interesses de grupo instalados ou á representação dos profissionais pelas suas organizações.

Concebido numa lógica redutora e economicista, o programa de ajustamento económico e financeiro para a região, assemelha-se ao programa nacional impondo para o setor da saúde, um conjunto de objetivos com o propósito de reduzir custos. Para atingir os objetivos são propostas medidas gerais de racionalização da despesa que passam por, uniformizar procedimentos com o Ministério da Saúde quanto á política do medicamento, introdução de medidas de racionalização da despesa, implementação da prescrição eletrónica de medicamentos e meios de diagnostico e terapêutica, prescrição de genéricos e de marca que sejam menos dispendiosos, revisão das comparticipações aos beneficiários e revisão dos acordos celebrados com as instituições de solidariedade social.

Para o SESARAM os cortes devem atingir uma verba na ordem dos 20 milhões de euros, pelo que deverão ser tomadas medidas que racionalizem os consumos, as prestações de serviços, redução dos cargos dirigentes, racionalização do transporte de doentes, reanálise dos centros de saúde e dos serviços de urgência, assim como dos subsídios e complementos remuneratórios, entre outras medidas.

Perante a dureza do programa apresentado, constatamos que as orientações cegas e descoordenadas, adoptadas pelo SESARAM apenas procuraram garantir uma incipiente e frágil estabilidade financeira.

A falta de informação e comunicação sobre as mais recentes medidas tomadas no sector da saúde, encerramento de serviços de urgência ao fim de três décadas, sem explicar às populações quais as alternativas de que dispõem, nada contribuem para tranquilizar os cidadãos. Num quadro de carência de recursos humanos, dispensar enfermeiros depois de integrados e adaptados nas equipas e nos seus postos de trabalho, obtendo sóbrias reduções orçamentais, manifesta uma visão redutora e economicista dos serviços, que só aparentemente contribui para as metas definidas e contraria as respostas que o estado de saúde dos madeirenses exigirá a médio e longo prazo.
 

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A nova gestão do SESARAM só pretende despedir 40 enfermeiros para admitir e abrir concursos para os amigos técncos superiores. Deve-se ao facto do SESARAM em janeiro ter admitido 40 médicos internos quando tinha ordens do AJJ que não podia admitir mais profissionais. Para resolver a situação toca a botar os enfermeiros que estavam a recibo verde na rua. Só que com esta atitude o SESARAM vai ter que dispender mais dinheiro uma vez que os enfermeiros ganham muito menos do que os médicos. Outro desfalque os enfermeiros trabalhavam, asseguravam cuidados aos utentes enquanto que os internos são pagos para nada fazer, apenas "observar"( não tem iniciativa nem criatividade). Contudo o SESARAM não está preocupado com a produtividade dos profissionais mas sim com a bandalheira destes. E a enfªa Directora que é um pau mandado do presidente do SESARAM concorda com estas injustiças que estão fazendo actualmente aos enfermeiros. Fecharam os serviços de urgencia nos centros de saude, prejudicou foi aos enfermeiros porque os médicos vão continuar a fazer urgência e horas extraordinárias no serviço de urgência do Hospital Nélio Mendonça. Estes vão continuar a receber 5000 euros só em horas extraordinárias. Tiraram os horários acrescidos a 300 enfermeiros, cujas horas de trabalho à mais correspondiam ao trabalho de mais 60 enfermeiros, não repuseram os serviços nem abriram concurso para colmatar a falta dessas horas de trabalho. E agora retiram ainda mais enfermeiros!!! Os enfermeiros deveriam de se revoltar, juntar todos e colocarem esta direcção de enfermagem incompetente na rua , porque só sabem é prejudicar os enfermeiros. Rua com a Enfª Directora (...)

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O Senhor Secretário está seguindo os conselhos de um presidente do conselho de administração que odeia todos os enfermeiros excepto à enfermeira directora (sua amiga). É uma vergonha o que se vê nos serviços do SESARAM, os médicos passam o dia de trabalho na bandalheira ( não querem trabalhar), fazem horas extraordinárias para dormirem nos serviços e nada fazerem porque quem presta os cuidados de saúde e está junto do doente, avalia o estado de saúde é o enfermeiro e não os médicos. Vamos aos centros de saúde tanto do funchal como do campo e vemos as consultas médicas de recurso e familia vazias e estes senhores têm o descaramento de dizer que ainda há falta de médicos!! Onde é que anda a enfermeira directora (deve estar a derramar o seu veneno em cima dos enfermeiros e auxiliares), o sindicato e a ordem para denunciar publicamente o que este presidente e secretário loucos estão fazendo aos enfermeiros???O SESARAM só abre concursos é para médicos e juristas familiares de francisco ramos e miguel ferreira porque estes ficam 24h junto dos doentes???? O que interessa neste momento é fazer obras no SESARAM os cuidados aos doentes é secundário!!!!Está tudo louco!!!

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o SRS já era...meu caro colega reestruturar e reorganizar, atendendo aos princípios fundamentais e direitos constitucionais, coisa que não está sendo assegurada...é que para saber reestruturar e reorganizar é preciso uma coisa fundamental...saber da coisa....e "Now How" é coisa desconhecida para gestores da saúde que de saúde nada sabem....mas pior julgam alguns que sozinhos irão conseguir fazer alguma coisa de jeito...o paradigma organizacional dos serviços de saúde regionais têm de mudar ao som de uma clara organização colegial, equipas multidisciplinares e pluriprofissionais motivadas e vencendo desafios...quando impostos...nada se vence...tudo se perde na tentativa vã de aguentar as pontas...

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E você concerteza que sabe...lol e o que você faz? Falar é fácil fazer é que são elas...quem novo nao pensa chega a velho burro...

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