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Vergonha na cara

07/02/2012 02:22
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Alguns centros de saúde vão deixar de ter urgências nocturnas, para poupar um milhão de euros ao ano. Várias dezenas de enfermeiros não viram os seus contratos renovados e muitos terão de emigrar, porque a Saúde tem de poupar 20 milhões. O plano de ajustamento prevê cortes nos apoios sociais, porque a despesa pública tem de diminuir várias centenas de milhões. As equipas madeirenses dão faltas de comparência nos jogos no continente, porque não há dinheiro para as deslocações. A isto juntam-se muitos ‘etcs’, como o aumento do IRS, do IRC, do IVA, do imposto sobre combustíveis, sobre o tabaco...

É tudo a apertar. Tudo, não, há excepções. No meio de uma enorme austeridade, o ‘jackpot’ dos partidos políticos, se a vontade da maioria não mudar, vai continuar a levar cinco milhões de euros, vindos directamente do orçamento de uma Assembleia que custa, ao ano, mais de 15 milhões. Há austeridade, mas não é para todos.

É justo lembrar que há propostas da oposição para reduzir substancialmente a despesa, que estranhamente ainda não foram agendadas, mas quem manda no parlamento e no Governo já disse que não corta nada. Não é uma questão de lata, é a total ausência de vergonha na cara.

Provavelmente estas questões ficarão à margem das explicações que, à moda das campanhas eleitorais, o presidente do Governo vai dar, à porta das igrejas. Vai explicar porque é que temos de pagar mais impostos, porque é que o desemprego vai aumentar e a razão para que as obras fiquem paradas a ganhar mato. Mas não vai dar todas as explicações. Não vai explicar porque é que o seu partido vai receber mais de dois milhões e meio ao ano, porque é que continua a gastar quatro milhões no seu jornal de propaganda, nem a lógica de ser um dos raros portugueses que acumulam reformas e vencimentos. E mesmo que alguém pergunte, a resposta não deve ser a mais educada.

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HÁ UMA CARA NOVA! PARABÉNS! UM EXCELENTE NOVO VISUAL! Quanto ào texto´é sempre a bater na mesma tecla! Tudo o que todos nós já sabemos e que para o qual, nesta crise/ "garrote" colonial ao Governo no Funchal, não há quem lhe dê solução nem com boa ou má educação! Assim, há sim, a esperar, no lugar da gasta "serração" e cramação, a ajuda de todos e de qualquer um! Há caminhos a apontar, ideias a criar, inovações...! Coisas boas, as do espírito positivo, da Fé! (Marcos 11:24) - "Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebestes, e tê-lo-eis". (Efésios 1:3 )- "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bençãos espirituais, nos lugares, em Cristo". Ora, quando uma criança quer comer um yogurte (sendo essa a vontade do pai), ela abre o frigorífico, estica o braço e pega no yogurte (toma posse).
É isto que acontece no mundo espiritual: a fé, é o braço que vai ao lugar celestial, buscar as bençãos que Deus já declarou nossas...! (Bola p'rá frente no lugar de chorar sobre leite derramado...)

Às vezes, o modo mais simples de compreendermos o que determinado assunto quer dizer é, ver primeiro o que ele não quer dizer.

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É verdade; não se compreende que se mantenham, ainda apoios ao JM, que se admita mais 20M€ orçamentados para a marina do lugar de baixo: isto perante determinados, cortes não é admissível. Mas também, não se compreende na saúde, que em vez da via do corte, e na prática na diminuição da oferta de serviços de saúde, sabendo dos níveis quantificados da procura, não se reorganize e reestruture pela via do aumento da produtividade e geração de riqueza; o que implicaria manter e até aumentar os efectivos.
Mesmo sendo aceitável o encerramento nocturno dos serviços de urgência, pela quantificação da procura encontrada, a verdade é que outros serviços de apoio ao utente em casa, poderiam ser oferecidos, em especial, os que pela sua proximidade, previnam e fazem a respectiva triagem “in locus” de eventuais situações de urgência que a se colocarem, seriam ou resolvidas, ou pela via da antecipação/prevenção enviados para as urgências do hospital: mas este tipo de serviços conhecidos em Espanha e na França como internamento ou hospitalização em casa, existem à mais de 20 anos, mais baratos, sem infecções hospitalares pelo meio, com mais dignidade, claro que é preciso para tal alterar o paradigma organizacional do SRS...POUPANDO SEM ATENTAR CONTRA DIREITOS CONSTITUCUINAIS, LIBERDADES E GARANTIAS, EM ESPECIAL NA SAUDE E NA EDUCAÇÃO...

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Sr. Jorge: o povo madeirense (48% dos eleitores que foram a votos) escolheu votar naquele partido que sempre disse que não cortaria nesse vergonhoso jackpot. O meu partido sempre lutou pela redução desse jackpot e foi corrido da Assembleia. O Almada, como se recorda, apresentou inúmeras vezes diplomas para acabar com essa pouca vergonha. Resultado: Rua!

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O Jackpot dos partidos é imoral e devia ser substancialmente reduzido! O JM é como a RTP, o contribuinte é que paga, quanto ao fazer propaganda, até o DN faz...em sentido contrário. Acumulação de reformas e vencimentos, não é exclusivo de AJJ, veja-se a vice-presidente da assembleia Regional do CDS e a presidente do Assembleia da República do PSD. Qualquer uma, recebe mais, e não é pouco, que AJJ. Devia haver um tecto máximo para as reformas, 4.000 euros e quem trabalha deve receber ordenado e quem descontou para a reforma, deve receber reforma!

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Discordo da sua última afirmação! As respostas de AJJ são o mais educadas de que ele é capaz. Ele não é capaz de melhor...

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