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Desporto abandonado

31/01/2012 02:12
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O desporto representa, na Região, cerca de 7.500 empregos directos. Atletas, treinadores, massagistas, fisioterapeutas, roupeiros, funcionários das instalações e muitos mais, são esses que, neste momento, estão em sério risco de engrossar a longa lista de desempregados madeirenses. Sim, porque a maioria são madeirenses, embora a ignorância de quem só olha para o futebol leve a confundir tudo e chamar ‘brasileiros’ a jogadores e técnicos nascidos em Santo António ou em Santana.

Vão para o desemprego, porque a fonte vai secar, ou já secou. Não há dinheiro, o Governo ardeu tudo em obras e festas, algumas com utilidade e outras perfeitamente inúteis - na mesma proporção - e agora vai ter de cortar. Não porque tenha novas políticas ou reconheça o desastre que foram os investimentos sem qualquer base lógica mas, apenas, porque a isso é obrigado.

E como não vai cortar em aberrações como o ‘jackpot’ da Assembleia, que custa cinco milhões ao ano, metade deles só para o PSD, nem reduzir os quatro milhões para o jornal gratuito mais caro do mundo, só lhe resta apertar com os outros que também vivem da subvenção pública. E nesse caso, cortar no desporto até parece ser simpático, porque a própria oposição há muito que defende essa solução. Uns com critério, outros só porque soa bem.

É mais do que óbvio que teria de haver redução da despesa com o desporto, o que não se admite é o abandono a que parece que serão votados clubes e associações que, ao longo dos anos, cumpriram um papel que deveria ser do Estado, na formação e no enquadramento de jovens.

Mais uma vez, também no desporto se aplica a teoria de George Orwell. Todos os clubes e modalidades são iguais, mas há uns mais iguais que outros. Traduzindo, há uns clubes e modalidades que dão mais votos que outros. É por isso que, além de não pagar calotes com anos que estrangularam a maioria dos clubes e vão provocar desistências e encerramentos, o Governo Regional vai fazer tudo para sufocar os moribundos.

Como em todas as catástrofes, serão os mais fracos a sofrer. Os que promovem a formação de crianças, que garantem que centenas de miúdos têm uma actividade desportiva, vão ficar pelo caminho. Porque não dão votos, nem têm poder de reivindicação. Vai acabar o mini-basquete, o mini-andebol, o mini-vólei, a natação e muito mais.

Nos últimos tempos sucederam-se as faltas de comparência, ausências de competições e outras situações que eram impensáveis, apenas porque não há dinheiro. Dirigentes dos clubes mais modestos, mas dos que mais apostam na formação, multiplicam-se em esforços para conseguir arranjar dinheiro para viagens, luz e gás, mas pouco mais poderão fazer. O barco está mesmo a afundar.

Dirigentes corajosos, reconheça-se, mas que também podem ser acusados de pactuar com um sistema que há muito se sabia podre e sem futuro, mas que era apoiado, eleição atrás de eleição e em relação ao qual se demitiram de protestar e exigir o que era um direito e não uma dádiva. Aos governos não se agradece, exige-se, porque é para isso que lá estão, ou deveriam estar.

O mesmo sistema que afastou todas as soluções alternativas, que gozou da oposição que apresentava propostas - André Escórcio fez um trabalho completo sobre o desporto regional que acabou no lixo - e continuou, cantando e rindo até ao desastre final.

O desporto madeirense dificilmente continuará como é, vai andar para trás, regressar ao século passado. Provavelmente voltar às competições regionais, aos jogos só com madeirenses, sem perspectivas de títulos nacionais e internacionais. Mas será aí, também, que se verá quem são os verdadeiros adeptos e dirigentes.

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Comentários

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A meu ver, em matéria de desporto, o dinheiro dos contribuintes deveria ser atribuído única e exclusivamente para a promoço do desporto infantil em todas as modalidades. A partir do momento em que o atleta e o clube a que pertence usufruíssem de honorários ( sem excepção) deveriam autosustentarem-se.

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Sim, mas construir 3 estádios num raio de 3km (União, Camacha e Cruzado Canicence) sob o pretexto de dar trabalho a 100 ou 120 pessoas, mais valia pagar-lhes o subsídio de desemprego a vida toda e os cofres do estado ainda ficavam a ganhar...
E convenhamos, a maior parte dos clubes não compensa a relação custo/benefício. Os que realmente conseguirem sobreviver, serão, salvo alguns "enganos", os que realmente merecem e apresentam valores positivos nessa relação.
E falando fora da esfera futebolística, dou como exemplo o Clube Naval de São Vicente: Dinamiza algum desporto ou sector da população daquela zona? Justifica os encargos para se manter aberto? Penso que não...não nos dias que correm!
E, por outro lado, a maioria dos treinadores são professores de educação física destacados, e a grande maioria dos atletas tem um trabalho noutro lado, por isso esses números não assustam...nem são reais!

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E não percebo nada de desporto, muito embora tenha praticado em termos federados quatro modalidades, tenha curso de treinador em duas e tenha o curso de dirigente desportivo (oprimeiro) dado pelo IDRAM.
A verdade ´«eque as políticas desportivas são definidas por políticos e não por especialistas desportivos. Essas políticas dirigem-se essencialmente para a satisfação de interesses do foro económico e finaceiro bem como político, e pouco no interesse dodesporto. O exemplo qu ese pode dar é o facto de havar estádios para os grandes do Funchal e campos de apoio, etc, quando poder-se-ia poupar ao erário público um monte de dinheiro se se tivesse optado por um estádio central no Funchal onde esse clubes principais jogariam, e criava-se uma academia a exemplo do Sporting de Portugal, mas neste caso pertencente ao Governo regional, onde os clubes principais fariam os seus treinos.
reformule-se o desporto regiojal atré porque já se sabia há muito que o modelo inicialmente implementado tinha acabado o seu ciclo faz muito tempo, e desde então, nunca houve a coragem política de o readaptar a uma nova etapa que seria continuada e progressiva dado-lhe uma sustentabilidade que não tem agora. Neste momento, o trabalho terá de ser novamente efectuado de base. Perdeu-se tempo.
Uma pergunta simples: Porqu eé que a Quinta agnólia continua fechada quando era um dos centro de prática desportiva para a população? Vão remodelar? Como se não há dinheiro? Não seria mais sensato e especialmente viável, recuperar o existente, rentabilizar o espaço e num futuro, quando as vacas forem mais gordas, se alterar para o projecto mais conveniente há data? Gestão de dinheiros públicos meus senhores!
outra pergunta: Porque é que não acabam com a representação de terceira divisão nacional de futebol pel aragião, ou faca-se como os Açores, até porque nem tem visibilidade nacional e interesse nem social nem desportivo para a Região? É despesas de dinheiro público. Contudo, todo e qualuer clube que queira fazer esse campeo nato poderia fazê-lo a suas expensas... democracia .
Porque é que os clubes nã aplicam métodos antigos, que eram aplicados antes da subsidioserviência? Quer fardamentos, peça a uma empresa que lhos ofereça, que coloque o snúmeros e as facturas servirão de despesas de representação para a empresa, e o clube faz publicidade na camisola quando efectuar os jogos...
Eu continuo a achar que não percebo nada de desporto. mas e estes que lá estão percebem? parece que sim, até estão individados até ao pescoço...

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ora vejamos... voilá! O diário a criticar a politica que tem e teve com os seus próprios funcionários q despediu, coclou-os sem emprego e nas filas do centro de emprego. O diário que despede massivamente desde o desporto à cultura e design e nao só... despediu todos os melhores profissionais que tinha, a tomar a mesma a atitude que este governo sempre teve nestas mais de 10 décadas com este povo, edita artigos tingidos de cor politica,, sem isençao minima que se exige a um suposto jornalista... eu sinceramente fico num impasse e perdido, nao sei se o pior é este governo os que o criticam e se dizem opositores, às suas politicas, visto na minha opinião apos muitos anos a meditar sobre a madeira, concluo q oposição e os criticos fazem parte do mesmo grupo que governa, so existem e criticam que é uma forma de reforçar este governo psd, disfarçando e aparentando q tudo nao passa de algo muito democrático... e então este artigo sobre desporto, é do mais coerente, o diário q sempre criticou o desporto, e todo este lobbie, agora ate coloca a questão, dos que ficam sem emprego, mas nunca havendo um só jornalista do diário que faça uma critica sobre os ex-colegas que foram fria e cruelmente despedidos pelo diário, e q ainda hoje estão nas filas do centro de emprego...

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Por regra, não respondo a textos e cartas anónimos, mas vou abrir uma excepção. Senhor (a) AnoNymouz, uma opinião vincula, apenas, quem a emite. Neste caso, o jornalista Jorge Freitas Sousa, C.P. 2792, que assina e não o Diário. Se não percebe, o que revela ignorância de um nível elevado, esta não é uma notícia, é uma OPINIÃO. Mistura coisas que nada têm a ver umas com as outras, numa confusão total. Sinceramente, acho de muito baixo nível misturar neste comentários os meus camaradas que deixaram o Diário, com quem tenho, além de respeito profissional, relações de amizade e solidariedade.

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vejamos bem uma vez mais para finalizar. :) o meu objectivo está concretizado, tenho um reply que tem o mesmo tom e intencionalidade do senhor que governa esta ilha nestas 3 décadas, fazendo copypaste, de parte da resposta, "o que revela ignorância de um nível elevado"

o tom lembra-me, as opiniões do senhor presidente da ilha perdida do atlântico, sobre tudo o resto, sim é um opinião pessoa que é escrita, mas que se denota, uma certa cor politica muito subliminar, ou seja não é necessário, nem estar do lado de quem governa mal, nem dar a entender que faz parte do mesmo sistema mas vestindo a camisola de um partido da oposição que tb sempre se opôs tão mal todos estes anos. Volto a frisar, há uma outra instanciá q podemos escrever sem estar de uma lado ou do outro, já que ambos no presente fazem parte da mesma organização. O artigo de opinião não é tb coerente com o que ja foi dito noutros tempos... mas não importa na verdade, estamos aqui quase todos para viver o melhor que podemos, na verdade, e de igual forma. Lamento os lapsos da minha opinião que faz algum sentido so que abreviei na altura não focando diversos pontos, que de certa forma criam um paralelismo entre as situações q tentei focar, mas não da melhor forma. Mas resumindo, tudo no mundo e no universo tem haver e esta interligado, por isso não convém estar sempre a dizermos que sao assuntos diferentes e nenhuma relação ha. Por pensarmos assim o mundo está como está. Lamento o mal entendido q possa ter causado... como tb no presente olho para diário, da mesma forma, com mesmo sentimento, com a mesma perspetiva, que olho para o governo regional. Orgãos diferentes, aparentemente sem ligação, com funcionalidades diferentes, e em pólos opostos, mas tão iguais na mensagem e não só... remeto isto para obra do tolkien, que afirmava, que após muito tempo observar e a lutar contra os orks e trolls e contra o reino do mal, sem darmos por isso, ficamos idênticos e com mesma tonalidade, assim é o diário,a oposição e o governo, e esqueceram todos o essencial, servir a população, já há muito tempo e de forma útil. ;) cordial abraço

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Sr. Jornalista, só leva a peito aquilo que tem no peito.

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Até me custa a acreditar no que li. Então não foi o DN durante anos o grande critico dos dinheiros públicos dados ao Desporto?? É que já perderam mesmo a vergonha...Ao menos sejam coerentes!

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D. Luísa Martins, agradeço ter lido e comentado o meu texto, mas gostaria de esclarecer alguns pontos. Esta é a minha opinião, não vincula o Diário ou outra instituição qualquer, apenas o autor do texto. Por outro lado, se leu tudo, deve ter percebido que sou muito crítico (sempre fui) em relação à política desportiva do Governo Regional que conduziu a esta situação de total descalabro. Isso não me impede de considerar ainda mais desastroso o abandono de clubes e associações que contribuem, muito, para a dinamização desportiva, a formação e a educação dos jovens. Já não tenho a mesma opinião em relação aos investimentos em infra-estruturas, muitas perfeitamente ridículas, como os campos de futebol que nasceram como cogumelos e a multiplicação de piscinas. Também contesto os apoios exagerados ao futebol profissional, embora seja necessário sublinhar que é o desporto sénior, federado e muitas vezes profissional, o principal factor de promoção desportiva. Muito obrigado

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E como se a situação já não fosse por si só lastimável vem a terreiro o "chefe" da coisa falar dos mercenários do desporto...

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