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Que tal ‘soro da verdade’?

09/01/2012 09:54
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Há quem pense que o silêncio, que não o dos inocentes, é o melhor remédio. Para fugir às responsabilidades, evitar a polémica, não alimentar o debate, esconder a informação e não prestar contas.

Nos últimos dias, com os efeitos da austeridade, do desleixo e da má gestão da coisa pública a vir ao de cima, tem sido evidente a estratégia seguida por algumas personalidades de não abrirem a boca quando confrontadas com questões essenciais.
Basta ler a edição de hoje do DIÁRIO para perceber que sendo o silêncio “o mais puro dos sons”, alguns continuam a dar música ao abrigo do refúgio efémero.

Olhemos para o que se passa com a suspensão da comparticipação dos medicamentos por parte das farmácias à conta do incumprimento do Governo Regional. Quase todos falaram menos quem tem culpa no cartório. Não foi por falta de iniciativa jornalística. Os secretários dos Assuntos Sociais e do Plano e Finanças nunca atenderam telefones. Só hoje, já com os madeirenses a pagar por inteiro o valor dos medicamentos, é que Francisco Jardim Ramos dirá o que pensa em conferência de imprensa. Que diga tudo. Afinal, o executivo tem que “assumir os compromissos para os quais foi eleito e as necessidades das famílias madeirenses é também da sua responsabilidade”, lembrou ontem a vice-presidente da ANF.

Mas há mais silêncios. Atente-se na reacção ao que decidiram os trabalhadores da RTP-M que, entre outras críticas, consideram haver "crescente esvaziamento de conteúdos", "ausência de um serviço público" e "politização das emissões", em detrimento da cultura regional. Contactado pelo DIÁRIO, o director de Antena e Canais, Gil Rosa, não quis prestar declarações.

Veja-se o que pensa a Dioceses da comprometida recuperação do convento de S. Bernardino agora em risco por falta de empenho de quem tem a obrigação de preservar o património. Contactamos o responsável pelo gabinete de comunicação da Igreja Madeirense, mas este rejeitou prestar esclarecimentos. "A Diocese do Funchal não tem nenhum comentário a fazer", foi a resposta do padre Marcos Gonçalves. Aliás, por norma é esta a resposta pronta da Diocese para questões diversas e incómodas.

Muitos destes e de outros protagonistas reclamam e bem ser parte a quem se deve por norma ouvir. Quando chamados a dar respostas, calam-se. É um direito até porque tudo o que disserem pode ser fatal.

Todos têm remédio. Sugeriram-me pentotal sódico, conhecido por ‘soro da verdade’. Tem uma contra-indicação. Dizem que configura tortura.
 

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Comentários

Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de opiniăo.
Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

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" Rezo " que este DN MADEIRA continuo !!!!!!
Jornalismo aguerrido , combativo , capaz , jornalismo de dimensão alargada ,de empenho , QUE, PARA QUEM ESTÁ FORA DA MADIERA ( e quer nunca precisou de compadrios para ganhar a Vida !! ) REPRESENTA MUITO !!!!!!!!!!!!!!!
FORÇA !!!!

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...o silêncio só é de ouro quando se merece!!!!! na politica ele é sinal de merda, e é de lata, de grande e desavergonhada lata...

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Sabia que só uma empresa por sinal denunciada pelo Dr Edgar Silva numa conferência de impresa na Ribeira dos Socorridos facturou ilegalmente ao abrigo dos trabalhos da intemperie(ilegalmente porque nem alvará tinha ou tem e na data tinha um trabalhador) um valor semelhante a prestação em divida?E falo de uma só consegue agora quantificar os atropelos e a sobre facturação efectuada? Foi uma locura e á desgarrada todos advinhavam estas dificuldades e este fim,por outro lado ninguem vai conseguir manter-se sem a lei de meios e sem algumas obras de reparações,embora todas fossem "trabalhadas" a as adjudicações feitas aos de sempre os "cavaleiros do apocalipse" sem estes trabalhos então é melhor abandonar e entregar a Ilha novamente á Natureza

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Ricardo, uma questão que gostava de ver era a comparação entre a Madeira e Açores, em todas as suas vertentes, que ainda não vi ser explorada pela comunicação social madeirense.

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Sei que os Açores têm uma dívida de 8 milhões às farmácias. Mais não posso dizer.

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