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Sim, é possível

Não há progresso económico e social duradouro nestas Circunstâncias de opressão

 
Maximiano Martins
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É bom viver certos momentos na vida. Alguns de nós, como eu, viveram o 25 de Abril e os dias que se seguiram de emoção e exaltação. Tempos de libertação e de esperança sem limite. Vivi também os dias da transição marcelista.

Olho para trás e só posso agradecer a sorte de ter vivido tais momentos históricos.

Mas na Madeira toda a minha geração viveu um 25 de Abril 'desmaiado' e uma transição de um regime de partido único para um regime de único partido.

Muitos me dizem: para quando a alegria de sentir e viver a alternância democrática? Para quando sermos uma região 'normal', como países e outras regiões europeias?

Esta questão faz-me lembrar a expressão de Mikail Gorbachov quando, com grande simplicidade, se referia aos objectivos da Perestroika. Aquele que se preparava para mudar o Mundo dizia simplesmente que queria para a sua Rússia que se tornasse um 'país normal'…

Com isso queria significar partidos e instituições a funcionar normalmente, poder democrático regularmente escrutinado, alternância e alternativas nas ideias e nas políticas. Mas queria, certamente, também significar que ambicionava um país 'normal' na percepção dos outros, da comunidade internacional.

Com efeito, há países e regiões que resvalam para a anormalidade no seu funcionamento político, anormalidade na percepção que os outros têm deles. Tornam-se sistemas políticos estranhos face aos padrões da comunidade internacional. São, em regra, tiranias prolongadas ou democracias imperfeitas em que os mecanismos de controlo e de manipulação são muito elaborados. Em que a sociedade civil está manietada. Em que a inovação e o empreendedorismo ganham contornos de perigosidade e são perseguidos.

Não há progresso económico e social duradouro nestas circunstâncias de opressão. Pode haver crescimento económico momentâneo mas os mecanismos da sustentabilidade e da dinâmica económica e social não estão presentes.

Não quero nesta oportunidade qualificar em definitivo o regime em que vivemos na Madeira. Mais do que o modelo de sociedade política quero colocar na agenda do debate o desenvolvimento, o desemprego, as dificuldades das empresas, a pobreza, o endividamento gigantesco, as prioridades da governação, a responsabilidade social, o nosso futuro colectivo…

Seguirei este caminho de colocar na Ordem do Dia os problemas reais do quotidiano dos madeirenses. Sei qual a resposta do adversário principal: ataque pessoal, insulto e calúnia.

Quero convosco, para terminar, assinalar que podemos estar a viver um momento histórico único. Podemos marcar, em Outubro, o fim desta maioria absoluta e, com isso, o início do fim da prepotência na vida política, económica e social. O fim dos interesses que se sentam à volta da mesa do orçamento, contra o interesse público e colectivo. O fim da desvalorização do poder legislativo e de fiscalização democrática na Madeira. O fim do desnorte, da demência na gestão da coisa pública. O fim da coacção, da intimidação e do medo.

Quero ajudar a marcar esse momento. Quero trazer a serenidade e a pacificação que a vida política da Madeira merece. Quero devolver educação e urbanidade à vida política madeirense. Quero trazer a visão estratégica de futuro que nos falta. E a esperança.
 

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Comentários

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Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

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Confio no Dr. Maximiano para Presidente do Governo Regional. Voto, pois, no PS, a 9 de Outubro. Vote você também!

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A Madeira precisa do Dr. Maximiano em Presidente do Governo Regional. Votemos, portanto, no PS, a 9 de Outubro!

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Infelizmente nem agora nem nunca ( nunca digas nunca !! ) acredito nessa mudança !!!
S. Vicente deu agora mais " um sinal " !! Aliás, S Vicente esteve na ribalta no anterior "pelouro " que foi "esmagado" pela Quinta Vigia !!!

No Continente , ouço "gente atenta " dizer - me que :" ... na tua terra existe "um ditador " mas se ele não fosse "ditador " aquilo não era tão limpo e bonito !!!!!!!??????
Não existe moça sem senão .....lá diz o povo !!!!

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Não pondo em causa a legitimidade do discurso, que aplaudo, diga-se, discordo que se utilize um espaco de opinião onde o comentador apela directamente ao voto em si. Perde toda a legitimidade quando aponta o dedo à falta de legitimidade democrática do regime instalado na Madeira há tantos anos.
Apesar disso, concordo na íntegra com o que diz, Dr Maximiano. Tive o prazer de trabalhar consigo, já lá vão alguns anos, e sempre o achei, pelas ideias que defendia e pela visão estratégica que tinha, um "adiantado mental" . Se muitas das ideias, altamente inovadoras para a época, tivessem sido implementadas, talvez a Madeira näo estivesse na situacão financeira onde se encontra e estaria a dar cartas em áreas da inovacão e tecnologia. Mas depois de ter visto a sala onde ficariam instalados os servidores do CITMA no Tecnopolo, transformada em sala de convívio da UMa onde não faltam os matraquilos, tomei consciência de que a Madeira não é lugar para "adiantados mentais".
Para pena minha.

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Gostei do artigo e acho o Dr. Maximiano competente, educado, sereno. Vou votar PS a 9 de Outubro. Vote também você. Pelo bem da Madeira e dos nossos filhos e netos!

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Conhecendo muito bem o seu percurso como economista e politico vejo nele uma pessoa com capacidades politicas e profissionais uma das melhores escolhas que o PS fez nos últimos tempos para um cargo de tamanha responsabilidade.
Neste momento o que a Madeira menos precisa é de um João caloteiro manda bocas necessitamos sim de pessoas com carácter formação técnica e moral de maneira a pagar as dividas politizar este povo e corrigir os desniveis socias que se agravam dia a dia.
Por isso por muitas outras coisas e porque conheço bem o Prof. Dr. Maximiano Martins tenho a certeza de que vai pôr o nome da Madeira num lugar de respeito e criar condições para que o País nos respeite por tudo isso pode contar com o meu voto.

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