É natural mudar

A alternância governativa é, sem dúvida, um sinal claro de maturidade democrática

 
Maximiano Martins
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Nas sociedades como na nossa vida pessoal ou profissional é colocada a questão da mudança.

Na vida das organizações, em geral, segue-se a velha máxima de que 'em equipa que ganha não se mexe' mas... Mas quando a organização entra em perda ou em dificuldades a mudança impõe-se.

Em política estes princípios conduzem, em regra, as sociedades democráticas à alternância na governação. Todos os países democráticos experimentam a mudança de governos. Mesmo governos ganhadores são susceptíveis de escrutínio e forçados à derrota. Que melhor exemplo do que Churchill derrotado após levar os britânicos à resistência e à vitória na 2ª Grande Guerra!

A alternância governativa é, sem dúvida, um sinal claro de maturidade democrática. É um selo de vida cívica superior.

Por estas razões, não se encontram maiorias de 30 ou 40 anos nos países europeus ou ocidentais. A África e a Ásia reservam para si estes tristes recordes. E todos sabemos da velha regra: "se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe ainda mais". 

Isto é também verdade para as regiões da Europa e do Mundo. Mesmo sendo mais frequente maiorias longas nas regiões o princípio geral mantém-se: quanto mais evoluída é uma sociedade menos tolera períodos de governação de uma só cor durante tempos muito longos preferindo 'refrescar' o poder e dar a oportunidade a novas maiorias.

O que exigem as sociedades que assim apostam na alternância? E o que esperam como resultado da sua opção?

Para que a alternância seja possível as sociedades têm como pressuposto o crédito que atribuem às hipóteses alternativas em presença. Ninguém aposta para conduzir os interesses colectivos em alguém que não seja minimamente credível. Acreditar que a mudança é possível, que é serena, confiável e segura, é um atributo indispensável.

Com a alternância as sociedades esperam provocar a renovação, o espírito de reforma, o rejuvenescimento na abordagem aos problemas complexos da vida colectiva. Esperam ganhar em transparência e quebrar interesses particulares instalados em torno dos dinheiros públicos e contra o interesse público. Querem reforçar o escrutínio popular, questionar atitudes e abrir a possibilidade de auditar contas públicas. Querem, muitas vezes, 'limpar' a imagem exterior dos países ou regiões, normalizar a percepção externa que outros têm sobre as suas realidades (Mikhail Gorbachev referiu-se desta forma à sua Perestroika). Entendem que, desta forma, estão, no seu próprio interesse, a melhorar a sua capacidade de negociação no mundo global e complexo dos nossos dias.

Se isto faz sentido, não será a altura de também nós na Madeira reflectirmos seriamente sobre a nossa própria realidade? Na Madeira está na hora!

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Comentários

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Eu voto Maximiano Martins em Outubro, para acabar com o regime jardinista caduco e corrupto de mais de 35 anos...

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será que pode explicar porque votou na AR a favor da lei de finanças regionais que era claramente prejudicial à Madeira?

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Depreendo das palavras do senhor Maximiano Martins, que ele votou em Pedro Passos Coelho para governar Portugal, grande democrata, sim senhor, temos homem, estabilidade não lhe convém, tá certo. Pena, que por vezes tenha se esquecido dos interesses da Madeira, quando esteve em Lisboa, mas isso não interessa nada, pessoal já não se lembra disso. De qualquer modo, mostra coragem por se apresentar na linha da frente, quando o seu partido já viveu melhores dias, votos de boa saúde, e vontade para trabalhar.

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Finalmente o PS tem alguém de jeito para Presidente do governo regional. Pela 1ª vez vou votar no PS por causa do Dr. Maximiano Martins.

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Apoio e vou votar em Maximiano Martins/PS para Presidente do Governo Regional da Madeira, em outubro deste ano!

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O candidato do principal partido da oposição a Presidente do Governo da Região, num gesto de humildade democrática impecável ao submeter ao contraditório na internet o seu artigo, apela aos Madeirenses para o desafio da mudança.
Confronta-os com a responsabilidade democrática de não se absterem e participarem em Outubro civicamente, em nome de um projecto, que introduza uma mudança de trajectória nos destinos da região.
Desde logo há aqui um sinal completamente oposto. O que diz respeito de abertura à sociedade cívil. O diálogo com a sociedade como fonte de inspiração para a actividade política por oposição aos tiques autocráticos do seu opositor directo.
Dialogar não é um sinal de fraqueza. Dialogar é ser capaz de testar e melhorar a robustez das nossas posições junto dos outros.
Naturalmente, por ser simpatizante do PS, sou suspeito mas desafio a todos aqueles que já votaram PS e aqueles que percebem a necessidade histórica de intervir com o seu voto em Outubro a aproveitar este espaço para interrogarem-no sobre as suas prioridades governativas e em que moldes irá dirigir a região se for Presidente.
Acho que faz todo o sentido - porque se trata de um privilégio - notem que é o único candidato aberto á internet, evocar a necessidade de tratá-lo com modos adequados, sobretudo os que se lhe opõem, com ideias e críticas acertadas.
Repito. É raro um candidato a Presidente ter a grandeza e humildade democrática de deixar exposto um artigo seu na Internet.
Termino confrontando-o com a seguinte pergunta. Uma pergunta a testar a sua apetência demagógica.
Se for Presidente era capaz de tomar a medida impopular de colocar portagens nalguns tuneis e vias rápidas da região?
Ou não acha de todo necessário uma vez que a bancarrota da região financia tudo?

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