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O colégio dos meninos

08/02/2011 02:24
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Desde muito novo que ouvia as duas frases: ‘vou levar o meu filho ao colégio’ e ‘o miúdo foi para a escola’. Há 40 anos, era a diferença entre ricos e pobres, entre quem tinha dinheiro para colocar os filhos nas escolas privadas, quase todas ligadas à Igreja Católica e de quem, a maioria, utilizava a escola pública. Foi assim até ao Liceu, quando havia a malta da Jaime Moniz e da Industrial e os que iam para a APEL. Só se ‘juntavam’ nos exames e aí as coisas eram mais democráticas. Por alguma razão, até hoje, o Liceu tem os melhores resultados da Madeira...

Vem tudo isto a propósito da discussão do momento, o financiamento público das escolas privadas e todo o barulho que a oposição nacional de direita tem vindo a promover.

Como contribuinte, nunca percebi qual a razão de usarem o meu dinheiro para entregar a empresas privadas, em zonas onde a oferta pública de escolas é até excedentária. Por muito meritório que seja o trabalho das escolas privadas, e é justo reconhecê-lo como tal, esta é uma situação clara de utilização do dinheiro de todos para benefício de alguns.

Com o fim das verbas para as escolas privadas - creio que vão manter-se contratos onde a escola pública está ausente - o direito de escolha nunca estará posto em causa. É o mesmo nos transportes: uns optam por andar de transportes públicos ou a pé e outros compram um carro. Mas compram!

Há ainda a questão da concorrência desleal. Parece-me injusto que todos paguem impostos que são usados para financiar escolas privadas onde a maioria não tem meios para colocar os seus filhos. O termo ‘privado’ tem de ser sinónimo de autofinanciamento, ou então estamos no meio de um logro, em que o tal ensino de excelência só existe porque é financiado pelo Estado.

Colocar os filhos em colégios é uma opção, válida como qualquer outra, mas deve ser assumida por quem a toma. Ainda mais num tempo de crise generalizada. O esforço do Estado deve ser dirigido para o benefício da totalidade dos cidadãos. Neste caso, para a escola pública.

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Comentários

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estive a ler as opinioes das pessoas acerca deste artigo e nenhum me convenceu a mudar de opiniao. Concordo com escolas privadas e publicas.
PUBLICAS Estado paga. PRIVADAS paga o papa ou os pais. E assim que vejo a diferenca entre o privado e o publico.

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Os colégios privados, apenas servem como instrumento de doutrinação das criancinhas, garantindo que desde pequenas serão exactamente como queremos que sejam, sem nunca lhes dar a oportunidade de pensarem por si próprias, ou de serem elas a decidirem em que acreditar ou não. Não passa de uma forma de evitar o conhecimento de forma a manter-las na ignorância e assim serem muito mais facilmente controláveis.

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Ainda não foi desta vez que o senhor acertou... continue. A lei das probabilidades...

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Confesso que depois de ter lido alguns comentários a defender a co-existência das duas escolas pública e privada, fiquei com alguma incerteza. Efectivamente acho agora que não me choca nada a existência dos dois sistemas desde que o valor pago pelo Estado por aluno na escola privada seja igual ao pago nas escolas públcas. Mas ficará por aqui a participacão do Estado. O problema é que depois de receberem este valor, vão buscar mais financiamento para o tal campo de jogos, ou a construcão de mais aquele anexo, e quem paga somos todos nós.
Mais grave ainda, como têm o tal excedente pago pelos pais dos alunos, podem dar-se ao luxo de contratar e pagar melhor aos professores, conseguindo aqui uma excelente mais valia para a escola privada.

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Se em vez de termos os nossos filhos a estudar o dia td em escolas onde não aprendem nada do mundo... deviam de dar só meio dia de aulas, e com mais intensidade... assim os miudos aprendiam mais coisas e poderiam ter aunque seja um pouco de formação moral em casa junto com a familia. Com ésta medida, os custos em educação ficariam reduzidos a metade, e poderiamos dar uma educação melhor e de maior qualidade aos nossos filhos... Se repararem bem , desde que as crianças passam o dia inteiro nas escolas, a educação tem sido cada vez pior, e muitas vezes quando fazem o 12do ano mal sabem escrever os seus nomes ou fazer uma simples conta de multiplicar.....

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É incrível a noção que estes semi-analfabetos têm da educação e de qual a sua utilidade e objectivo. Para eles educar é obrigar os alunos a decorarem uma data de conhecimentos inúteis e obsoletos. Ficam todos orgulhosos de terem um dia sabido, de cor e salteado, os caminhos de ferro de Angola e de Moçambique, a tabuada desde a dos 2 até à dos 9, e todos os rios de Portugal. Agora pergunto-lhes: Para quê? Que utilidade deram a esses conhecimentos? Não teria sido muito mais útil terem aprendido a raciocinar? Saberem o porquê de 2+2 serem quatro, em vez de terem apenas decorado o resultado? A grande diferença entre o ensino "de antigamente" é que este apenas obrigava a decorar resultados e o actual ensina a perceber o porquê desses resultados (o que é incomparavelmente mais útil). HOJE EM DIA O CONHECIMENTO É MILHARES DE VEZES SUPERIOR E MAIS COMPLEXO DO QUE ERA À 50 ANOS ATRÁS. Por isso é demasiada presunção de um bruto que apenas por saber tabuadas, se julgue mais sabedor do que um aluno que resolva equações complicadíssimas com as ferramentas ao seu dispor tais como o computador e a maquina de calcular. Tal como não se avalia o mérito de uma dona de casa por saber ou não engomar com um ferro a carvão, não se avalia um matemático por saber ou não a tabuada. Se o martelo foi inventado, é um contra-senso usar uma pedra para pregar. O que é realmente importante é saber a razão pela qual temos de aplicar determinada formula e não apenas saber que ela existe sem fazer a mínima ideia para que serve!

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Pois hoje em dia é que a educação é boa...por isso as meninas aos 14 anos ja tem tido mais relações sexuais que a minha avô. e por isso os meninos de 14 anos ja estão cheios de tatuagens piercings e con os pulmões e o nariz com mais droga do que qualquer traficante mexicano !!! É por isso que passam td o dia na escola a fazer NADA e ainda chegam a casa as 7 da noite cheios de trabalhos que não foram feitos na escola, porque a "pfsora" mandou eles a uma alula de dança ou a tocar flauta, quem sabe para que !!!! da para ver que vc não tem filhos, ou se tiver, não gosta de ter eles por perto !

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As invejas e fundamentalismos sao frutos da mesma ARVORE, se o estado comparticipa com o valor igual ao que seria gasto contando com o uso das propiadades das escolas privadas, e os pais pagar a difrensa das publicas nao vejo mal nenhum, nada de errado ou procuram ditaduras? Ou a liberdade ja se come de prato? A felicidade esta em ter por onde escolher nem que pareca mal aos outros.

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Aqui nem se fala nas situações onde os pais não tem outra opção se não o privado! Tal como é o meu caso e sei que também de muitos outros pais, pois se trabalhamos num concelho e vivemos noutro (e todos sabemos que mesmo no publico os contactos e conhecimentos é que decidem quem entra numa determinada escola) não tive outra opção se não colocar o meu filho no privado e pagar por isso. Acreditem que não é por opção ou por querer poder dizer que o meu filho "vai para o colegio"! Nem quero pensar onde o vou poder colocar, pois pagar mais do que já pago será impossivel. Quando o governo ver as privadas comecar a fechar e a aumentar a despesas das publicas, não sei se o fim do financiamento público das escolas privadas vai parecer assim tão boa solução. A ver vamos!

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Neste debate, seria interessante fazer-se o levantamento das escolas de origem destes tão brilhantes alunos do Liceu. Arriscar-me-ia a afirmar que, na sua grande maioria, estes alunos frequentaram escolas particulares. Não sei se este levantamento já foi alguma vez feito. Morro de curiosidade.

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