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Olhar a Meios e atingir os fins

27/11/2010 01:47
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Foi de mestre esta jogada de última hora do PSD em São Bento. Garantido o dinheirinho de Lisboa depois de tantos salamaleques na sequência do temporal de 20 de Fevereiro, o PSD-Madeira fez aprovar uma ‘pequena’ alteração ao Orçamento de Estado: deixa de haver total obrigação de canalizar aquelas verbas para a reconstrução. Que não, que é tudo mentira, que vai tudo para refazer casas e estradas, disse o chefe do Governo Regional. Acredita quem quiser. Eu não acredito.
É evidente que em ano de eleições regionais, esse dinheiro vai ser empregue onde a máquina laranja decidir, embora talvez não tanto quanto pedia a proposta inicial do PSD. Esses valores serão essencialmente para a reconstrução, é claro! Mas não tenho dúvidas que algum desse montante também será gasto em infra-estruturas não prioritárias, no pagamento de horas extraordinárias para acabar à pressa obras que agora estão quase moribundas e noutras tentativas de agradar eleitores para manter a maioria. O mesmo que em outros anos, só que com mais dinheiro.
É nisto que o PSD-Madeira é extremamente eficiente, na estratégia política, na visão partidária a longo prazo. E na ausência de pruridos em garantir os seus objectivos. O mesmo PSD que tanto elogiou o Governo de Sócrates no início deste ano, não teve pejo em votar ontem contra o Orçamento de Estado. Bem ou mal, a alteração à Lei de Meios foi conseguida e o resto é desvalorizado. Até pelo próprio PS nacional que lavou as mãos e apenas fez contas: o valor a transferir é o mesmo, façam dele o que quiserem! É como um pai pouco cuidado que dá a mesada ao filho sem pensar se é para pagar os lanches na escola ou comprar tabaco no bar da esquina. Desde que não gaste mais...
A coerência, em política tem destas oscilações. Faz parte do jogo partidário. O que não se entende é a ingenuidade dos socialistas madeirenses. Quando Jardim falava em solidariedade, seguiram o líder regional. Agora, que percebem que foram enganados por Sócrates, assumem timidamente uma ruptura que chega tarde. Muito tarde.
O problema de toda esta estratégia política é não ser colocada ao serviço da governação. A astúcia partidária está identificada e dá resultados claríssimos há mais de 30 anos. Pena que essa capacidade imaginativa não seja capaz de nos tirar do beco cada vez mais apertado em que a Madeira se encontra.

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Os "cubanos " continuam a puxar pela MADEIRA !! A RR tem um concurso diário em que o prémio para duas pessoas é um FIM DE ANO na MADEIRA !! A Madeira " filha de Portugal " deveria estar grata e não olhar com desconfiança PARA QUEM DELA TANTO GOSTA !! Caro Miguel Silva, cabe ao seu ( da sua equipe ) JORNALISMO CONSTRUTIVO estar atento nas aplicações do dinheiro de LIsboa !! Conte-nos tudo depois ,FORÇA !!

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Muito bem! A Madeira " filha de Portugal " deveria estar grata e não olhar com desconfiança PARA QUEM DELA TANTO GOSTA !! Caro Miguel Silva, cabe ao seu ( da sua equipe ) JORNALISMO CONSTRUTIVO estar atento nas aplicações do dinheiro de Lisboa !! Conte-nos tudo, FORÇA !
Conte-nos tudo, sobretudo acerca da/os falcatruas, truques, abusos, desvios e diatribes de AJJ e companhia - FORÇA!
O SR. MIGUEL GOUVEIA poderia ter referido AJJ e companhia - quem decide acerca das aplicações do dinheiro de Lisboa!

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O expediente espertalhão confrontam-nos perante uma maneira de fazer política com um código de valores duvidoso.
Mais um complemento à imagem de vergonha que progressivamente toma forma.
A estratégia é fazer uso de todos os meios para não perder votos, e se possível, qual cereja em cima do bolo, tornar estes deputados o apêndice necessário a uma representação parlamentar maioritária.
Sem olhar a meios.
Política a metro, numa lógica imediatista, sem as responsáveis medidas de fundo que a situação impõe e que não hesitam em evocar quando falam da situação do País.

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