Não passa um dia nesta cidade tropical, sem que não haja uma "encenação medicinal", "cerzida" na praça pública. É verdade que, na origem da nossa história e do nosso reino, se descreve ter havido, um caso de violência doméstica, entre o nosso bem-amado primeiro Rei de Portugal D. Afonso I, exímio combatente dos indesejados e infieís sarracenos, e sua altíssima mãe a Rainha Dona Teresa - com a existência de alguns tabefes aristocráticos pelo meio - mas não é caso para continuar a usar esse mesmo tipo de método ou estilo, no actualmente.
Pelos vistos, toda a gente, percebe, fala, discute e comenta a medicina regional e nacional, como se do carapau ou da espada da lota do Mercado dos Lavradores, se tratasse. Qualquer dia, vão também querer saber decifrar e interpretar aquela gatafunhada em forma de "escrita chinesa", que consta no traçado do electrocardiograma! Já pouco falta para isso acontecer!
E fala-se dos medicamentos genéricos, apregoando que os médicos não gostam,... e também se fala de fantásticas viagens às Caraíbas, com um despudor geral, como se de crimes públicos se tratassem. Acerca dos medicamentos genéricos - vamos tocar outra vez a mesma canção com o mesmo arranjo musical - não há qualquer dúvida ou discussão com a sua introdução no mercado - na Europa já existem em percentagens de 50 a 70% de utilização - o que até porventura, peca por tardia, ... com a pequena nuance de aqui se ter colocado à venda mais de quarenta marcas diferentes do mesmíssimo produto original. Que levantou à partida este problema: quem escolhe o laboratório, qual deles é melhor ou mais aconselhado? São mesmo todos iguais? Se o são para quê tantos? E então, na continuidade do problema, se for o médico a escolher,... será para ir depois às tais viagens das Caraíbas! Se for o farmacêutico, como é ele quem faz o negócio, é também ele que conhece quem lhe dá mais lucro e vai tentar vender o "dele"! O que é lógico! Se for o utente a decidir, pode não saber o que está a escolher e até irá perguntar: porquê ser eu a decidir, aquilo que os técnicos me deviam estar a informar! Mas vejamos do ponto de vista figurativo o tal problema: há no supermercado 40 marcas diferentes de "OMO para lavar á mão"! Todas iguais com rótulos diferentes! Qual é que você escolhe? Fecha os olhos leva uma ao "calhas", e fica tudo resolvido! Vai ser a mesma coisa com os medicamentos genéricos? Qualquer um serve porque são todos iguais? Se assim é, digam-no de uma vez por todas, porque passam a ser os próprios pacientes os responsáveis pela medicação e pela cura das suas doenças e teremos os consultórios médicos transformados em balcões de supermercados. E com esta livre escolha, nem necessitam prescritores de receitas.
Quanto às viagens para as Caraíbas, ainda não lá fui e não me importo nada com isso. Não está nos meus objectivos primordiais. Uma conversa junta a uma suspeita, quando tratadas desta forma, é muito baixo e reles, e não merece qualquer comentário. Mas há uma reacção engraçada que aqui queria relembrar: Um belo dia, passa um tipo dentro dum Mercedão vermelhão e na paragem dos autocarros, há logo um comentário: vou trabalhar bastante, para um dia poder ter um carro daqueles; e diz um outro: ainda vou viver suficiente, para ver aquele gajo com as patas na cadeia! E pronto! Nós somos aquilo que somos!
PS: Li algures que a enfermagem quer começar a receitar! Não há problema mas convém exibir antes, o documento de licenciatura em Medicina!
...VIGIEM O AVIÃO PRIVADO QUE ESTÁ EM SANTA...


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