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Tomás Freitas
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Como é do conhecimento geral, a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) sugeriu recentemente ao Ministério das Finanças cortes de cerca de 30% no apoio às viagens aéreas entre a Madeira e o território continental português, o que significaria, na prática, passar do atual reembolso de 30 euros por viagem para apenas 21 euros.
Face a esta sugestão, um grupo de jovens estudantes universitários madeirenses a estudar no continente, entenderam, em boa hora, fazer uma Petição à Assembleia da República contra a redução do apoio às viagens entre a Madeira e o Continente. 
Como sabemos as famílias residentes na Madeira e no Porto Santo estão neste momento sujeitas à carga fiscal mais alta do país. Por outro lado, esta região insular ultraperiférica apresenta, segundo os últimos dados estatísticos tornados públicos, os mais elevados níveis de desemprego de todo o território nacional e têm sido sujeitas a quebras muito significativas no seu rendimento. Ora, face a estas evidências é INADMISSÍVEL que se venha agora propor a redução do subsídio de mobilidade acima referido, aliás, é este apoio devia ser alvo de um reforço e não o seu contrário, de forma a garantir a continuidade territorial com o restante país e a resolver o gravíssimo problema dos preços exorbitantes que as viagens de última hora atingem, situação esta que afeta principalmente os estudantes madeirenses que frequentam o ensino superior no território continental e os residentes que carecem de tratamentos de saúde fora da Região.
Até à presente data a petição já conta com mais de 2000 assinaturas, mas não chega. São precisas, pelo menos, 4000 assinaturas para fazer valer o direito de petição (previsto no artigo 52.º da Constituição da República Portuguesa), e assim garantir que este assunto seja amplamente discutido na Assembleia da República.
Porque a Madeira também é Portugal, assine a petição “Contra a redução no apoio às viagens entre a Madeira e o Continente” em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72870.
 

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Comentários

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E no caso de exames que não se pode programar tais como exames orais que só são afixados com 2 dias de atencedência ou mesmo alteração de exames como chegou a acontecer quando estava na faculdade ? Acho piada anormais arrogantes como este cubano 2014 armarem -se aos cucos falando dos doentes... claro que a doença é uma situação pior mas não quer dizer que os estudantes não tenham também razão! O problema dos Portugueses em geral é só quererem deitar abaixo uns aos outros e assim não vamos a lado nenhum!

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Acho que a petição deve ser endereçada ao PPD/PSD Partido da Autonomia pois ao longo de trinta e seis anos sempre manipulou estas situações para criar na opinião pública a ideia do "Inimigo Cubano". Perderam credibilidade, perante a sua irresponsável gestão financeira, por isso, andam calados ignorando o problema.

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Sou madeirense e estudante do Ensino Superior, a minha situação é a mesma que de tantos outros estudantes.. Pela pouca variabilidade de cursos disponíveis na Universidade da Madeira, tive que sujeitar-me a estar a uma distância enorme de casa apenas para poder obter um nível superior de ensino. Vou a casa de 3 em 3 meses, e muitos estudantes na minha situação, conseguem fazê-lo porque as viagens são extremamente caras para um estudante! Estudar já é caro, e, nós (estudantes das ilhas) temos que suportar mais uma despesa anual de transportes aéreos de valor superior a 500 euros! Por isso em nome de todos os estudantes madeirenses, não retirem o apoio das viagens aéreas entre a Madeira e o Continente!!

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Parece-me um luxo o "ir a casa" cada 3 meses. Natal & Verão já chega. Faça viagens de comboio e autocarro para outros sítios na Península Ibérica, descubra & veja outras coisas e sítios.

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Oh Filhota desculpa mas, 500€ por favor não estiques demasiado a corda e organiza-te um pouco melhor e programa as tuas viagens com antecedência pois já sabes no inicio de cada ano escolar qual é o calendário. Vê se aprendes no teu início de vida a seres um pouco mais poupadinha, porque a vida não está fácil para todos. Também tive 2 filhos a estudarem no exterior e sei do que falo e programava as viagens com grande antecedência para não atingir elevados valores. Pior, mas MUITO PIOR do que tu estão os DOENTES que têm de viajar sem poderem programar e esses sim pagam valores exorbitantes, para esses e nesses casos deveria haver uma tarifa fixa.

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Amigo Cubano , não se esqueça que nem todos os estudantes têm pais funcionários de partidos como é o seu caso , em que a massa nunca lhe falta e até se pode dar ao luxo de programar viagens com anos de antecedência.
É que para quem mama do jackpot é muito fácil falar , certo camarada ?

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Exacto. Eu também estudei em Lisboa e no início do ano lectivo já tinha o calendário para orientar as minhas viagens.

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Esta iniciativa, para ter consequências, ou mobiliza os insulares ou cairá no caixote do lixo porque é assunto que, pela sua natureza, diz respeito apenas aos portugueses das ilhas, sejam eles madeirenses ou açorianos.

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os impostos dos insulares cujos impostos ficam nos respectivos arquipélagos. Se quizessemos ser justos os apoios seriam a 100% para os doentes que tenham que recorrer ao Continente para se tratarem e os estudantes universitários em universidades do Continente teriam um limite máximo de 3 viagens gratuítas por ano. Mas como o mundo é dos espertos continuam os contribuintes continentais, que eventualmente nunca vieram à Madeira, a subsidiar viagens de negócios e de férias.

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Obviamente que estou de acordo com esta petição. Inadmissível.

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Que soluções para melhorar a mobilidade nas regiões insulares?

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