É da responsabilidade de toda a sociedade cuidar e velar pelo bem-estar de todos os seus membros. Essa responsabilidade não pode ser apenas relegada para instituições e organismos. Face à situação e ao contexto actual em que o desemprego e a falta de trabalho e de verba pairam sobre nós, acha-se que alguma coisa pode ser feita pelos cidadãos para minimizar uma desigualdade e um fosso que se acentua cada vez mais entre uns que açambarcam praticamente de tudo e outros que não têm nada. Se pensar-se exclusivamente em nós próprios então tudo continua na mesma, mas provavelmente o preço a pagar pode se revelar elevado, nomeadamente em termos de paz e segurança. A proposta apresentada é muito simples e se fosse posta em prática por muitos poderia sanar os problemas que estamos a enfrentar. Para simplificar vou dar um exemplo: se alguém com 36 horas de trabalho a ganhar mil euros prescindir de metade do seu horário passando a ganhar 500 euros, e com isso conseguir viver, criará uma oportunidade para um outro que não usufrui de nada. Assim isto satisfaz os dois e não um apenas, como na situação anterior. Se não puder ser metade talvez se possa abdicar de 1,2, 3, ou mais horas. A medida é prática e simples; implica uma redução voluntária do horário de trabalho, e tem como efeitos uma melhor repartição da riqueza remuneratória, diminuindo a frustração e a insatisfação sociais. Esta prática deveria ser incentivada para quem tem possibilidades de fazê-lo sem as penalizações pesadas que possam eventualmente entravar o processo. Não referiria esta medida se não fosse o primeiro a querer pô-la em prática com o meu trabalho.
P.S. Acho surpreendente que não se fale nisto, não sei se por nunca se ter pensado ou se achar a medida impraticável ou por conformismo. É humano que alguém perante um outro desprovido e se ele tem a mais e não precise possa muito bem repartir. E isto não precisa de estar consignado em qualquer legislação!
...VIGIEM O AVIÃO PRIVADO QUE ESTÁ EM SANTA...



