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Uma sociedade mais equitativa e equilibrada

 
Fernando Encarnação
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É da responsabilidade de toda a sociedade cuidar e velar pelo bem-estar de todos os seus membros. Essa responsabilidade não pode ser apenas relegada para instituições e organismos. Face à situação e ao contexto actual em que o desemprego e a falta de trabalho e de verba pairam sobre nós, acha-se que alguma coisa pode ser feita pelos cidadãos para minimizar uma desigualdade e um fosso que se acentua cada vez mais entre uns que açambarcam praticamente de tudo e outros que não têm nada. Se pensar-se exclusivamente em nós próprios então tudo continua na mesma, mas provavelmente o preço a pagar pode se revelar elevado, nomeadamente em termos de paz e segurança. A proposta apresentada é muito simples e se fosse posta em prática por muitos poderia sanar os problemas que estamos a enfrentar. Para simplificar vou dar um exemplo: se alguém com 36 horas de trabalho a ganhar mil euros prescindir de metade do seu horário passando a ganhar 500 euros, e com isso conseguir viver, criará uma oportunidade para um outro que não usufrui de nada. Assim isto satisfaz os dois e não um apenas, como na situação anterior. Se não puder ser metade talvez se possa abdicar de 1,2, 3, ou mais horas. A medida é prática e simples; implica uma redução voluntária do horário de trabalho, e tem como efeitos uma melhor repartição da riqueza remuneratória, diminuindo a frustração e a insatisfação sociais. Esta prática deveria ser incentivada para quem tem possibilidades de fazê-lo sem as penalizações pesadas que possam eventualmente entravar o processo. Não referiria esta medida se não fosse o primeiro a querer pô-la em prática com o meu trabalho.

P.S. Acho surpreendente que não se fale nisto, não sei se por nunca se ter pensado ou se achar a medida impraticável ou por conformismo. É humano que alguém perante um outro desprovido e se ele tem a mais e não precise possa muito bem repartir. E isto não precisa de estar consignado em qualquer legislação!

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Comentários

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O pior éque quem ganha 3000 euros também reclama que não pode ajudar pq paga mais de 1000 euros da casa,prestaçao dum carro melhor e outras despesas.As pessoas qto mais ganham mais gastam e acham sempre pouco.Parece que já estou a ler: se fossem 6000 euros mas 3000... porra!

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Deveriam ser criadas inúmeras situações alternativa:o trabalho temporário de modo a que por exemplo:na ausência de um (a) funcionária por razões várias,férias,baixa ou outros,esse serviço pudesse ser desempenhado por alguém que está em espera e que não tem subsídio de desemprego,receberia parte do valor que o funcionário efectivo recebia e teria um meio para ajuda da sua subsistência,para efeitos de segurança social só contribuiria se atingisse um numero de horas de serviço mês por exemplo.
Quando alguém com determinada formação e não tivesse ocupação em vez de ser um encargo para a sociedade através do desemprego,teria que contribuir com x horas de serviço,em qualquer função equivalente à sua formação,pois só assim teria direito ao subsídio.
Existem imensas tarefas por fazer,sobrecargas de serviços em várias empresas e algumas necessitam funcionários em part-time mas a legislação não facilita essa contratação prejudicando quem trabalha em excesso e não minimizando os que com alguma ajuda.reduziriam a carga social e receberiam em troca apoio para sobreviverem.Com as medidas aplicadas até agora,só contribuem para encerramento de empresas,desemprego,menos contribuintes ao estado e mais carga de apoio social, regressão da economia, falência do nosso país,desgraça social, fome,miséria enfim parem de enumerar.Existem imensos restaurantes que talvez precisem de um funcionário por 2 horas,alguma empresa que necessite de um condutor por 3 horas,alguma loja que gostaria de ter mais um funcionário para cobrir 3 horas de período de almoço,enfim tantas situações que poderiam diminuir a desgraça que vai por aí.As leis não facilitam os empresário para utilização desse método.
Mas a mais grave situação é;existirem pessoas reformadas e com bons vencimentos a ocuparem lugares que de veriam ser cedidos aos que não tem trabalho,e outras pessoas com dois ou três cargos e respectivos vencimentos que deveriam ser distribuídos por aqueles que não tem ocupação,isso é que é mais grave ainda.

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se você gastasse 400 euros mensais em um credito habitação se calhar nao falava assim...quando estudava o governo e os bancos publicitavam que eu fosse o mais longe possivel nos estudos e comprasse casa propria mesmo que hipotecasse metade do ordenado....pois 12 anos depois vejo que eles estavam a ajudar os amigos da banca...mas já é tarde para isso e teem nos tirado tudo...como é que posso reduzir o ordenado com os encargos que tenho???? só para ir trabalhar gasto com gasoleo mensalmente 250 euros...e nao tenho outra opção....nem refiro mais despesas obrigatorias, se você nao tem filhos nao perceberia....Se ao menos fosse mais justo e falasse em ordenados de 3000 euros para o ar ir retirando uns 10% consoante fosse subindo ir descontando mais...mas 1000 euros...porra

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boa ideia assim eu vou trabalhar para dar aos outros,que fixe!
Cuidado com a palavra desempregado porque abrange quem quer mesmo trabalhar e nao arranja qualquer trabalho mas tambem abrange aqueles que estao ha 2 ou 3 anos a receber subsidio e nao tao trabalhando porque so trabalham em determinadas areas e nao se sujeitam a mais nada...e eu que trabalho vou dar a esses para nao fazerem nada? assim tambem quero!

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Realmente, os burros fora de água são uns verdadeiros peixes a nadar...

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