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Às Armas

 
Joaquim Silva
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A reacção dos madeirenses e sobretudo dos agentes políticos ao anúncio da saída da Naviera Armas da 'linha' Canárias-Madeira-Portimão explica porque razão Portugal e mesmo a Madeira estão na situação de falência e iminente bancarota. Porque todos - poder, oposição e povo - reclamam serviços e regalias, mesmo que estes não tenham sustentabilidade ou qualquer racional económico-financeiro.
O debate em volta do caso Armas, alimentado pelos Media sem rigor ou verdade, mas apenas na óptica da conflitualidade e com isso na venda de jornais e aumento de audiências, explica porque chegamos aqui:

1. Um empresário espanhol oferece um serviço que pese o seu interesse se mostrou um desastre financeiro, pois as receitas geradas não cobriram os custos pois o mercado madeirense não tem dimensão: poucos turistas, quebra acentuada nas importações, exportações quase nulas;

2. Face à exigência do empresário e à sua iminente saída, em Portugal e na Madeira a solução é...subsidiar;

3. Num debate sem racionalidade, os agentes políticos até sugerem que não se respeitem as regras de mercado, beneficiando uns e prejudicando outros tal como o Dr. Jardim faz com o Jornal da Madeira; ou seja, o fim - oferta de transporte marítimo ou a pluralidade de informação - justifica  o meio: o subsídio à custa dos impostos dos madeirenses;

4. Com o povo e os partidos da oposição a reclamar do agravamento dos impostos, como querem então estes manter a linha do Armas se esta só é viável com isenção de taxas - quebra de receita da APRAM, ameaça do posto de trabalho de 186 trabalhadores, etc - e um aumento de 35% do preço do frete?

5. A quem serve, afinal, a linha do Armas: os que não gostam de andar de avião - 25 mil por ano - ou os dois empresários (carne e fruta) que compraram camiões e trelas e que têm o dinheiro a arder e por isso acenam com o agravamento de preços de bens. Mas então se estão disponíveis para pagar mais pelo frete, talvez seja possível antes baixar o preço da fruta e da carne tal a margem de lucro que têm;

6. Pode um serviço que representa 18% da carga de frescos importada ter tanta influência no preço médio dos produtos, sabendo-se que os três grandes operadores da logística alimentar - Sá, Modelo e Pingo Doce - transportam os seus produtos nos porta-contentores pois beneficiam de preços mais baratos?

7. Afinal onde querem os madeirenses os seus impostos? Na Saúde? Na Educação? Ou a subsidiar negócios privados a pretexto de um qualquer interesse público de que beneficiam, afinal, cinco importadores e dois exportadores?

8. Importa esclarecer, por fim, que a Região não perde um milhão de euros de taxas, tarifas e outros serviços que eram pagos pelo armador espanhol. Vai é cobrá-los - e muito bem - a outros armadores que respeitem as regras do jogo.

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Comentários

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Pretende-se um fórum constructivo e de reflexăo, năo um cenário de ataques aos pensamentos contrários.

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Para o autor deste artigo quero por a seguinte questão , os preços para os contentores frigoríficos em Jan de 2009 rondavam os 3000 euros custos desde Lisboa ate os armazéns dos supermercados madeirenses ,hoje o transporte para o mesmo contentor anda pelo valor de 2500 euros ,atendendo ao factor do combustível onde os custos cresceram mais de 40% nestes últimos 3anos pode explicar a os madeirenses como e que os armadores regionais com custos mais altos e preços mais baixos tem as portas abertas?
Dizer a boca cheia que o ferry e mais caro ? penso que o senhor anda Desinformado.....

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Que vergonha de noticia que está aqui publicada. Então cobrar 1 milhao em taxas num local tao isolado como uma ilha? Não é preciso perceber muito de economia ou gestão para saber que para se aumentar a procura deve-se reduzir o preço. Também não é preciso ser muito inteligente para saber que quanto mais e maior a diversidade de serviços, maior a concorrencia e maior será a luta para dar melhores condições ao consumidor final para que este escolha o melhor serviço relaçao/preço. este consumidor final é o povo, somos nós. não devemos bater palmas ou ficar contentes por ficarmos sem mais uma regalia(que até deveria ser nacional). Gostaria de saber que outro barco fazia o que o Armas fazia "pessoas+mercadorias". caso haja, digam lá se o aparecimento do Armas não foi bom? não acabou com certos monopolios e não fez descer preços? No meu caso, sou do continente e tenho casa na madeira, de barco pagava 150 euros ida com o carro. neste momento pago de aviao cerca de 30-150 euros (preços variam bastante, no armas é fixo todo o ano) mais 700 pelo carro de barco(que o preço disparou desde que o armas desapareceu)? Prejudicado será sempre o consumidor final, beneficiado será o amigo, que ha de pegar nessa linha mais tarde e fazer preços escandalosos. esse amigo todos sabemos quem é. que cobra mais numa viagem da madeira a porto santo que o Armas de Portimao ao Funchal

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Mais um carneirinho que não entende a importância de alternativas múltiplas em termos de bens e serviços.
Não deve com certeza viver na ilha.

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Finalmente alguem lucido aqui a escrever,com factos e nao com palhaçadas.
E os que criticam,os 20 ou 30 que foram fazer figuras tristes com lenços na mão a se despedirem dos espanhois,como se eles tivessem feito caridade e nao tivessem lucrado com o trabalho...esses que nao falem em nome dos MADEIRENSES,que sao mais de 270 mil.
A maioria dos Madeirenses sabe que esse Espanhol tinha varios beneficios em relação á concorrencia,como trazer contentores para o Porto do Funchal...
A Maioria dos Madeirenses sabe que o PINGO DOCE,que era responsavel por 40% dos contentores que vinham no armas,ja tinha dito que nao aceitava as subidas de preços dos Espanhois e que NAO IRIA USAR MAIS AQUELES SERVIÇOS...ora aí está uma das razoes para eles desistirem da linha.

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Mais um k deve tirar dividendos desta situação...escolheu bem o nome do deu comentári,mas em vez de tristes é triste,esse sim devia ser o nome...

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Isto já deu o que tinha a dar e por mais voltas que se dê vão sempre arranjar argumentos para contrapor os factos.Uma coisa estamos certos ,desde que a naviera armas começou a operar na RAM,tivemos muitos Madeirenses que foram ao continente com viatura própria,compraram ou trouxeram carros comprados fora de Portugal com transporte muito mais barato,as frutas e legumes tiveram um preço mais acessível,vieram muitos Canarianos com as suas auto-caravanas a passear na Madeira e foram muitos madeirenses passear a canárias com melhores preços,e todo uma série de situações que se alteraram mas o que levou o armador a desistir foi que as taxas portuárias dos nossos portos e aeroportos para uma região que quer ser turística e em tempo de crise é deveras exorbitante e mata possibilidade da actividade turística se desenvolver,coisa que muito ansiamos pois é a nossa subsistência.Os interesses instalados falaram mais altos e pronto acabou.

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Ora cá está um puritano defensor do esbanjamento de dinheiro públicos, sim! se for para os amigos. Será ele um dos beneficiados desses subsídios que tanto critica? Pela sua lógica de pensamento acabem com os subsídios dados aos Sousas e outros armadores, para por exemplo viajar para o Porto Santo, se vamos pela lógica economicista deixem morrer os Portosantenses pois economia são insignificantes para a Nação. A vida é mais que economia e dinheiro, julgo que o povo irá aprender isso de uma forma dura e sem complacência. Solução? Mexam-se.
Quanto às atrocidades proferidas por si Senhor Joaquim Silva, não passam disso asneiras sem nexo, ou consegue explicar como é que os armadores portugueses estão a defender o interesse dos madeirenses subindo a taxa sobre os combustíveis para o dobro, uma semana após a saída da Armas. Toma e embrulha que isto é a penas o inicio.
a melhor resposta para si será como sempre o tempo.

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prefiro que os impostos estejam nas marinas...porra que borrada você diz...

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Olha olha este tem percentagem dos armadores regionais ;) Oh Alberto és tu? lol

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Caro Joaquim Silva

Não sabe em que se meteu! O mundo é cinzento mas o se humano tem preferência pelo branco ou pelo preto. A cor mais correcta para cada situação é o que menos importa quando as pessoas escolhem a sua cor!

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