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Abandonados até à morte

 
Albertina Rodrigues
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As notícias que ultimamente têm vindo a público sobre o abandono dos idosos até à morte, na mais ingrata solidão, não podem deixar indiferentes aqueles que ainda conservam um mínimo de sensibilidade e amor pelos seus familiares e pela dignidade do ser humano.
Destruíram valores essenciais como família, dedicação, generosidade, moral, gratidão, honestidade e até sentido do dever entre outros, para dar lugar a vaidade, egoísmo, insensibilidade, ingratidão e tudo aquilo que seja material, esquecendo aqueles para quem a luta por uma vida digna e bem-estar dos filhos foi uma constante, para que estes tivessem melhores condições de vida daquela que tiveram, cumprindo aquilo que era seu dever de os amar e educar, na certeza que esse amor seria retribuído, sobretudo quando a velhice quebrasse a genica e força de outrora.
Mas aquilo que vemos atualmente, por um número indesejado e nunca imaginado, é o abandono da maior parte desses "velhos" ou idosos - como lhe queiram chamar -, a serem "depositados" em locais onde não os incomodem, ou abandonados sozinhos até à morte; sem uma visita, um gesto de carinho ou dedicação, comportamentos que envergonham os povos ditos menos "civilizados" como são considerados, porque esses ao contrário dos primeiros respeitam os velhos até porque os consideram uma fonte de sabedoria pela sua experiência de vida.
É uma vergonha aquilo a que estamos a assistir impávidos e serenos neste País de "brandos" (ou acomodados?) costumes!
Depois de uma vida de trabalho e luta pelos seus, são deitados para o " lixo "como um trapo que já não tem utilidade para mais nada. E como se isso não bastasse até a ladroagem não os deixam em paz. Perdeu-se de todo o sentido de família, do dever!
Estes crimes de abandono não podem continuar impunes! Onde está a família desta gente? Será que já morreram todos? Não? Então é porque não têm espaço? Será que foram criados em palácios ou numa pequeníssima casa sem as tais condições que hoje servem de desculpa para esse abandono?? Falta de tempo? Também essa não pega! Falta de amor e dedicação, sim! Assim tudo se explica.
Se neste mês foram encontradas mortas umas há semanas e até meses - treze pessoas no mês de Janeiro - sim porque continuam a ser pessoas - demonstra bem ao que este povo chegou!
Perdeu-se de todo o que há de sentido do dever. Mas como diz o velho ditado: "Filho és, pai serás...". Convém não esquecer. Os anos passam depressa. A palavra passa mas o exemplo arrasta.

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Comentários

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Muito bem! É verdade, as pessoas ignoram e tratam os idosos como coisas e emprestáveis....vergonhoso!

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Sra. Adriana desculpe lá fugir do contexto, (um pouco de humor tambem é preciso) grande imagem...., cuidado daqui a nada vão ser só pedidos de o numero de telefone, lol.

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D. Adriana se faz favor e sim....eu sei que sou extremamente bonita! mas obrigada pelo elogio! ;-) e não...não lhe vou dar o meu número!

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LOL

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Tenho 33 anos e deixei a minha casa para trás para poder dar auxílio a um idoso, que é o meu sogro. Fiz isto porque acrediteique esta seria a maneira mais correta de estar perto e auxilia-lo. Foi uma decisão tomada por mim e pelo meu marido, pois o meu sogro encontrava-se doente. Esta foi a melhor maneira de estarmos perto e prestar os cuidados necessários.
Com o tempo, o meu sogro melhorou e passamos muitos bons momentos em família.
Qual o nosso espanto, quando ele voltou a embebedar-se e a maltratar-nos verbalmente! Eu tenho um filho pequeno, que não tem necessidade de passar por estas "coisas". No meu entender, fiz o melhoir que pude para ajudá-lo.
E o que recebo? Palavras que ferem a sensibilidade de qualquer um!!!!
Será que valeu a pena?

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A srª Elsa não ajudou o seu sogro mas sim vendeu os seus serviços ao seu sogro e agora sente-se estamagado porque ele não lhe dá nada em troca. "E o que recebo?" Se era para receber alguma coisa não fizesse porque agora quer cobrar. A srª Elsa não é a única eu também sou assim, depois fico lixada que não me dão nada...

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Aquilo que eu estava à espera de receber, era um simples obrigado! Não quero nem queria receber outra coisa! è pena que para algumas pessoas, receber é na realidade, açambarcar aquilo que os outros têm!!!!!!!!!!!!!!!

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Cada vez mais me certifico que a vida humana, para algumas pessoas, vale tão pouco.

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Vamos ser sérios! E como é que acham que eram tratados os idosos no passado?!
Os idosos não morriam sózinhos porque morriam a trabalhar ao ar livre, porque viviam várias gerações na mesma triste casa, porque nas famílias havia sempre alguma "escrava" cujo trabalho era "cuidar" das crianças e dos acamados.
Os idosos não morriam sózinhos porque não havia mobilidade habitacional e profissional, a família vivia numa mesma casa ou destribuida por várias e trabalhava num mesmo sítio.

Mais importante do que morrer sózinho é eles próprios tecerem relações de vizinhança. Claro que não é fácil pelo que os próprios vizinhos (idosos ou não) devem estar atentos.

O tema não é facil e é emocional pelo que não vale a pena ser demagógico.

De qualquer forma nascemos sózinhos e morremos sózinhos...haverá quem não concorde que assim é!

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finalmente um comentário com cabeça a esta questão.
A solidão dos idosos é triste.
Eu moro no centro de Lisboa e lá isso nota-se muito, prédios cheios de idosos que mal se falam entre si, todos nos seus cantos a chorar solidão e a reclamarem de qualquer barulho uns dos outros.
Estes idosos solitários apinham-se nos centros de saúde a espera de consultas que servem na maioria dos casos unicamente para aquela conversa de ocasiam com os outros idosos que lá encontram.
Isto é mesmo uma questão de organização e não desta treta que nos tentam impigir agora de que os filhos é que devem cuidar dos pais.
Meus amigos se é assim acaba-se já com os descontos para a segurança social e outras tretas.
Tudo quer lavar as mãos dos seus deveres.
Não é trabalho dos filhos cuidar dos pais, é trabalho das pessoas que foram e são pagas para isso (atravez de descontos ao longo dos anos).
Custos de saúde muito altos? Se calhar está na hora de virar as armas para as farmaceuticas que nos ultimos 40 anos não tentam curar nada, tentam tratar, sugando desta forma os recursos da sociedade, criando uma sociedade de doentes inuteis e dependentes a pagar uma renda vitalicia a essa indústria chula.
Gastaram o dinheiro noutras coisas, azar.

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