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Um caso

 
Cláudia Luz Gonçalves
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Há uns meses atrás estive internada no Hospital Dr. Nélio Mendonça e não pude deixar de escrever para que todos os leitores possam saber a verdadeira realidade dos serviços hospitalares.

Como é normal os quartos de internamento estão equipados com três camas, mas exclusivamente num daqueles dias chegou uma nova cama ao quarto (provisoriamente) diziam eles. Estas situações provisórias acontecem com alguma frequência, observei eu enquanto estive internada.

As leis existem mas daí a cumpri-las vai uma grande distância. Em determinado momento encontravam-se dentro do quarto treze pessoas, sim treze pessoas inclusive crianças com idade inferior a dez anos excluindo os internamentos que são mais quatro, num total de dezassete pessoas, onde no máximo só poderiam estar doze pessoas. Eu só tinha como visita o acompanhante, daí ter direito a mais duas visitas. Como podem os doentes respirar com tantas pessoas numa pequena sala e ainda para complementar a janela encontrava-se fechada porque aberta corria vento para a pessoa que tinha entrado provisoriamente.

As leis contêm números que devem fazer-se cumprir inclusive nos hospitais onde as pessoas procuram sair recuperadas pelo motivo que as levou as ser internadas. Mas foi quase que impossível respirar nesses momentos, transpirava-se mais do que respirava-se. Onde estavam os seguranças? Às vezes só com duas visitas num quarto pedem os cartões visita, mas naquele dia nem vê-los.

É esta a realidade no Hospital Dr. Nélio Mendonça…

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Comentários

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Esta medida de não haver controle de entradas, é do piorio, é verdade que quem está internado à espera de uma visita tem o seu direito, mas agora este verdadeiro "trapiche", é demais, eu vou ter um bebé em breve e até me arrepia só de pensar, que depois disso e a precisar de descanso, vou passar por cenas destas, acho que as pessoas também devem ter bom senso e respeito pelos outros devem de se organizar as visitas, porque isto assim também é demais, passou-se do 8 para o 88, tipico de uma região incivilizada.

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Concordo plenamente com tudo o que diz esta senhora, já presenciei muitas destas situaçoes em que não há respeito pelos doentes e se sobrelota um quarto sem pensar no bem estar daqueles que estao a recuperar. É uma pena que continue a acontecer estas coisas no serviço público de saúde, quando só um cego é que não consegue ver que um novo hospital era necessário para que se acabasse certas coisas. Dinheiro para investir no futebol há sempre, agora a saúde fica em espera. Os senhores governantes têm de reavaliar as prioridades, claro que compreendo que o futebol traga mais dinheiro, mas se as pessoas nao cá estiverem para ir ao futebol de que vale os estádios????

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Havia e há um livro de reclamações!.... Porque não reclamou? É por esse motivo que as coisas estão com estão, as pessoas falam mas não reclamam.

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Onde pensa que vive?
Já alguma vez viu que alguém fosse punido por uma reclamação no "livro amarelo"?... e tratando-se de uma instituição pública como é aquela unidade hospitalar...
Tenha bom senso, o leitor fez muito bem em divulgar neste orgão de comunicação social o seu desagrado pelo sucedido, pelo menos toda a sociedade fica a saber do seu desagrado!
Um dia, quando seja você a sofrer em carne própria, veremos se a sua reclamação surte algum efeito!

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Se algum dia o dr miguel ferreira estiver internado, faço um apelo para irmos todos visita-lo no mesmo dia. Pode ser que ele goste....

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Acha que ele vai ser internado no hospital? Nas clínicas privadas só entra quem ele autorizar... e ainda mais sendo patrão.

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