Fruto da salutar discussão que se gera nos comentários das cartas do leitor, surgiu a ideia de abordar o tema: direita versus esquerda. Ao contrário do rio Negro e o Amazonas cujas águas nunca se imiscuem, a direita e a esquerda pluralistas confluem as suas posições em temas básicos: o primado da lei, o parlamentarismo, os valores básicos democráticos; que permitem, como é óbvio, regras de convivência. Mas eu lembro, aos caros críticos (sempre bem-vindos) dos meus textos, que estas regras de convivência podem ser um apanágio da direita, dado que desde o princípio, a direita opõe-se à violência das revoluções à força. Mais, a direita tem posições reservadas por mudanças radicais, defende sempre uma evolução. No caso da Madeira, onde só há um partido de direita, o CDS, dado que o PSD na voz do seu líder assume-se como sendo do centro, algo que a meu ver é o mesmo que ser um invertebrado politicamente falando, as posições do CDS são sempre posições de mudança e evolução, sem assumir radicalismos ou músculo (tão tipicamente laranjas). Deste modo, contemplo que há áreas em que a esquerda foi necessária e imprescindível. Mas dada a situação do país e da nossa região, estou convicto que serão necessárias acções assentes em princípios de direita: equilíbrio mais eficiente e eficaz entre sector empresarial e Estado; aposta numa educação e justiça com base em princípios conservadores; criação de riqueza para permitir uma equidade mais justa; honestidade nos números da dívida e défice; credibilidade e aplicação imediata do princípio da igualdade de oportunidades.
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Espaço participação
Que espera da selecção portuguesa de futebol no Euro'2012?
Agora que o estágio começou, que conselhos deixa aos jogadores e ao treinador?
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...VIGIEM O AVIÃO PRIVADO QUE ESTÁ EM SANTA...



