Quem ainda não reparou nos bares, restaurantes, lojas comerciais que fecham dia após dia no nosso Funchal? Quem desconhece a agonia dos motoristas de táxi que mais bronzeiam que viajam? Quem não assiste ano após ano ao definhar do comércio tradicional? Quem não repara que se troca o bem comum regional pelas grandes superfícies, grandes blocos impessoais? Quem nos vossos círculos de amigos não faz contas aos trocos e apoia-se nas marcas "brancas" para que sempre sobre "mais algum" para os "luxos", fazendo "orelhas moucas" ao apregorar dos sabores e das cores regionais?
Que a "crise" nos toque a todos... Que fazer? O que o povo português melhor faz: solucionar, " desenrascar", inovar, cativar. Ora viva o discernimento e a luta pela sobrevivência!
Mas meus senhores, o sobreviver à custa da vida dos outros, não!!!
Falando da minha área... Sou Florista. Durante muito tempo, houve trabalho para toda a gente: com o turismo, com a hotelaria, com a humanidade e romantismo do madeirense e sua paixão pela natureza e pelas plantas, com o infeliz mas certo momento qe chega el que se apoia nas flores para alguma frescura e esperança nos rituais de despedida, com as festas populares e turísticas, com os casamentos, os baptizados, as primeiras comunhões, crismas, bodas, festas de empresas e sindicatos, etc, etc, etc.
Mas saber, que aos poucos e poucos nos matam, todas nós floristas!.
Que fechamos portas, uma a uma porque os fornedores ( ou melhor - importadores e vendedores por "atacado" ) de plantas, ilegalmente "fazem a vez" do nosso trabalho e sem licencianento e conhecimento público para tal : fornecem a certas empresas de certos ramos como as agências funerárias produtos finais ( arranjos ) a preços impossíveis de igualar. Se querem ter venda ao público, igualem-se a nós! Paguem rendas de lojas, funcionárias, IVAs, IRCs, dentro da legalidade e da moralidade! Estão a asfixiar-nos empregadores e trabalhores, contribuintes justos e coerentes.E então das diferenças de qualidade e gosto, nem falemos.O pior é que o consumidor final acaba por pagar "as favas" pagando o mesmo preço por menos qualidade. Sem falar no (não tão recente) lobbie dos casamentos e festas, dominados por conhecidos funcionários do Estado, que concerteza à revelia das suas Chefias e Direcções, usa dos seus Conhecimentos de Pessoas e Entidades e do Tempo e Meios do Estado (pagos por todos nós), nomeadamente os carros em que se deslocam e o horário de trabalho que utilizam para fazer as suas negociatas, comprar artefactos, de armazém em armazém, de "mercado negro" em "mercado negro" para ganhar uma pipa de massa à custa dos pobres e enganados festeiros e à revelia das responsabilidades fiscais, profissionais e éticas que deveriam seguir!
E isso afecta tantos sectores de serviços e comércio! Não só a nós... Morremos, sim... Depois de tantos anos, sim... Mas finalmente denuciamos os jogos sujos que asfixiam de vez o "pequeno comerciante" do nosso despovoado e enfraquecido Funchal... E arredores.
...VIGIEM O AVIÃO PRIVADO QUE ESTÁ EM SANTA...




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