Num desabafo de poesia
Pinto a emoção nas palavras
Num sonoro pranto ritmado
De rimas feridas e profundas.
Da minha boca dorida
Sai uma queixa de versos
Afogados na amargura
Esculpida em cada estrofe.
Perdida na escuridão
Desamparada da noite,
Rasgo a tensão
Num dilacerado grito
De sílabas arrancadas da garganta
Angustiada do poema.
Desvio os olhos das curtas linhas
Perdidas nas intermitências dos minutos,
Desenhados nos ponteiros dos relógios
E esquecidos do compasso
Da eternidade.
...VIGIEM O AVIÃO PRIVADO QUE ESTÁ EM SANTA...



