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João Paulo II

 
José Ângelo Gonçalves de Paulos
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Dedico esta carta a S.Exª.Revma Senhor D.António Cavaco Carrilho e ao Meritíssimo Juiz-Padre da Igreja do Colégio,  Marcos Gonçalves.
Não sendo eu um grande admirador do Papa João Paulo II, mas por tanto falarem na Santidade deste Papa e na sua elevação aos altares,  ao passar numa livraria deparei-me com um livro cujo título é "João Paulo  II SANTO - A verdadeira história contada pelo postulador da causa da Beatificação" de Slawomir ODER  com Saverio GAETA,claro que o comprei e transcrevo  parte  que está na pag 46 deste livro "um monsenhor que tinha reconhecido  - num vagabundo que estava sempre na rua Traspontina , a pouca distância de Sâo Pedro - um sacerdote afastado do ministério. Conseguiu integrá-lo numa audiência da sala Clementina e avisou João Paulo II da sua presença. Terminado o encontro, o Papa Wojtyla chamou-o para a sala ao lado, sozinho, e à saída o padre-vagabundo  chorava. Explicou que o Pontífice lhe tinha pedido para o confessar e que, depois da confissão, lhe tinha dito : "Vês como é grande o sacerdócio? Não o degrades."

Que grande Coração! Não foi o direito canónico nem a disciplina da Igreja  que reabilitou este sacerdote, foi, sim, a interpretação de João Paulo II do Evangelho do Senhor Jesus sobre o Amor ao Próximo. O Cristianismo é a religião do AMOR e do PERDÃO. E isto não é só tema para homilias ou documentos escritos da Igreja são, para todos  os que acreditam em Deus e no seu Evangelho. Deus não é egoísta. Não quer o amor só para Ele, quer, sim,  que ele seja traduzido em gestos de comunhão, de re-união com os Irmão e Irmãs, mesmo os mais desavindos .Isto é para que  o Mundo seja um lugar aprazível e o ser Humano seja feliz. A Felicidade Suprema do Amor derrama-se nestes gestos libertadores.

Portanto, acho que esta atitude eloquente do Papa João Paulo II tem leituras que podem ser aplicadas à Madeira e há casos concretos da sua aplicabilidade pelas pessoas a quem dedico esta carta. Eles sabem do que  falo. O Direito Canónico nunca poderá estar à frente do Evangelho e se estiver então a parábola de Lucas 15, de 4 a7 foi deturpada e extrapolada. Diz o mesmo Evangelho "quem tem ouvidos que ouça".

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