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Situação de risco!

 
Guido Gomes
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No infantário "Sapatinho" surge mais uma situação que coloca o nosso sistema de educação literalmente sobre uma nuvem de pó.

O respectivo infantário encontra-se em trabalhos de reestruturação, que se desenvolvem paralelamente ao "normal" funcionamento da respectiva instituição, os funcionários envolvidos nessas obras nada têm a apontar sobre a higiene e saúde no trabalho pois o uso de máscaras e outro tipo de protecções estão a ser tomadas em consideração. A questão é simples, como estão as crianças a ser protegidas dos elementos tóxicos levantados por esta intervenção?

A preocupação de diversos pais foi já e em diversas ocasiões levantadas e levadas mesmo às entidades oficiais, nenhuma resposta foi considerada nem concretizada para salvaguardar os interesses das crianças, que por entre as nuvens de pó que todo este caso levanta, metafórica e literalmente falando, vivem a sua inocência. A falta de resposta levanta a nuvem de dúvidas e preocupações de toda a comunidade educativa.

Toda esta situação expande a sua gravidade quando um dos elementos tóxicos envolvidos no ambiente de brincadeiras e traquinices destas crianças é o amianto, elemento tóxico e cancerígeno. Estamos a brincar com a saúde das crianças ou também esta é uma falsa questão?

A fotografia mental do cenário é demais preocupante e perturbadora. Imaginar trabalhadores de máscaras e fatos ao lado dos sorrisos inocentes das crianças que frequentam este infantário.

A situação exige uma resposta imediata! Uma das dúvidas já levantadas sobre esta situação é se os casos de crianças com cancro no respectivo infantário, já assinalados no passado, não seriam consequências de descuidos semelhantes.

Este infantário abrange ao seu cuidado crianças dos 6 meses aos 5 a 6 anos de idade. Não teria a Secretaria da Educação nada a dizer e principalmente a fazer para defender os interesses desta comunidade educativa?

Apelo aos respectivos responsáveis que coloquem na sua prioridade a defesa desta comunidade educativa e às pessoas que enfrentam esta preocupante situação que não tenham receio de levantar a sua voz para apontar a negligência que acontece neste infantário, pois as consequências gravosas não serão imediatas mas serão futuras!"

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Comentários

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O seu comentário é apenas para diluir em parte a gravidade da situação , pois no dia 6 de Julho de 2010 quando a informação foi para a imprenssa , as crianças ainda estavam a frequentar o Infantário o " Sapatinho " , apenas deslocaram-se à hora do almoço a Escola do Tanque para almoçarem , regressando depois ao Infantário o "Sapatinho" .

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Sabe perfeitamente que crianças não votam e como tal estão totalmente fora das preocupações das mentes solidarias desta republica bananiana da mamadeira nova. Para mais quando crescerem (se crescerem) a Madeira já estará completamente esgotada e espremida e o governo da tal republica bananiana já estará comodamente instalado noutras paragens.

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Desde há 3 meses que esta situação está tratada e devidamente resolvida pela SREC. Com os responsáveis do estabelecimento, empreiteiro, SRES e pais das crianças.
Na 4ª feira, dia 30, as crianças tiveram o último dia de frequência no espaço de intervenção (Infantário O Sapatinho).
Na 6ª feira, dia 2, passaram a frequentar o edifício da EB1 com PE do Tanque S. António, onde ficarão até o final do ano lectivo presente e enquanto decorrerem as obras no edifício do Infantário.
Nesse dia iniciaram-se as obras. Óbviamente nas instalações sem...crianças.
Em Setembro, as crianças voltarão para as instalações devidamente intervencionadas, como devido, após a retirada das placas de cobertura de fibrocimento, no âmbito do plano global de intervenção (nos edifícios onde esse material existe) com esse mesmo objectivo: a sua retirada em segurança.
As crianças NÃO ESTÃO no edifício em obras. Estão na Escola primária, próxima, evitando o problema que seria criado às familias caso as crianças tivessem que ir para casa. As obras não podiam ser feitas apenas em 1 mês.

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