“Se a ligação fosse a Lisboa teria maior adesão”

Embora muito crítico em relação ao processo, José Manuel Coelho, líder do PTP-Madeira, reconhece a importância do ferry para a Madeira

17 Mai 2018 / 14:28 H.

Apesar de muito contestatário em relação ao processo e ao vencedor do concurso da linha ferry, com criticas em várias direcções, José Manuel Coelho, líder do PTP-Madeira, reconhece a importância desta ligação marítima.

“O barco é uma necessidade e uma aspiração dos madeirenses. Nós como ilhéus temos necessidade de ligações com o exterior e são importantes para o nosso desenvolvimento. Isso não está em causa. Agora a forma como é conduzido o processo e quem é beneficiado já se sabe que é ‘o modus operandi’ do Governo aliado à justiça a proteger os grandes senhores do dinheiro. Mais nada”, concluiu o controverso dirigente.

Aliás, quando instado a comentar a escolha do navio, que hoje é manchete na edição do DIÁRIO, José Manuel Coelho não resistiu em acusar “o actual Governo Regional da Madeira e a actual Assembleia Legislativa da Madeira” de não trabalhar para os madeirenses, mas antes para os grandes grupos económicos. Denunciou que “o povo da Madeira é o único ausente de todos estes interesses”, e lamentou não poder defender o povo que o elegeu “por causa da perseguição judicial que está, juntamente com o Governo, a defender os grupos económicos, nomeadamente o Grupo Sousa”, apontou.

Apesar de ter também comparado este concurso da ligação ferry ao polémico concurso do CIMAD, o deputado trabalhista admitiu que a ligação entre a Madeira e o Continente vai fazer com que muitos madeirenses voltem a viajar de barco, embora também seja da opinião que “se a ligação fosse a Lisboa teria maior adesão. Mas como é a Portimão está um pedaço condicionada”, considera Ainda assim, “para quem leva o automóvel e para quem vai passar férias, acaba por servir e não há dúvida que vem ajudar, e muito, a Madeira e os madeirenses”, concretizou.

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