Engenheiros satisfeitos com recuperação de candidatos no ensino superior

15 Set 2016 / 21:48 H.

    A Ordem dos Engenheiros manifestou hoje a sua satisfação com a recuperação da procura dos cursos desta área pelos estudantes do ensino superior, mas também a sua preocupação por se manterem afastados da Engenharia Civil. "Em termos de especialidades, a procura por Engenharia Civil continua a sofrer os efeitos da conjuntura económica do País, penalizadora das áreas ligadas à construção, registando-se uma oferta de 545 vagas iniciais nas universidades, com uma percentagem de 68,4% de colocações, enquanto o ensino politécnico disponibilizou 430 vagas, tendo sido preenchidas somente 6,98%", referiu a Ordem dos Engenheiros, em comunicado. Houve quase 43 mil alunos colocados na 1.ª fase do ensino superior este ano, e, pela primeira vez em muitos anos, Medicina perde que o 'título' do curso com a média de entrada mais alta para cursos de Engenharia, que ocuparam o pódio e relegaram Medicina para 4.º lugar. De acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), os cursos de Engenharia Física Tecnológica e de Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, ambos com média de 18,53 valores, e o curso de Engenharia e Gestão Industrial, na Universidade do Porto, com nota de entrada de 18,48 valores, foram este ano os três cursos com a média de entrada mais elevada na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Apesar de se congratular com a recuperação da procura de cursos de engenharia, a Ordem "manifesta a sua preocupação pela reduzida procura pela área da Engenharia Civil, fortemente condicionada pelo contexto económico" do país, deixando um alerta. "A médio prazo, a oferta de engenheiros civis em Portugal será insuficiente face às necessidades do País, bem como para as necessidades de atividade internacional das empresas", lê-se no comunicado. A 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior público colocou 42.958 novos alunos nas universidades e politécnicos, um aumento de 2,1% em relação à mesma fase em 2015, segundo dados da DGES. Os quase 43 mil colocados em 2016, comparados com os 42.068 do ano anterior, traduzem-se em mais 890 estudantes que conseguem lugar na 1.ª fase, face a 2015. Este ano houve, na 1.ª fase, mais 133 vagas a concurso do que em 2015. A 2.ª fase do concurso decorre até 23 de setembro, para os candidatos que não conseguiram lugar na 1.ª fase e para colocados que queiram mudar de curso ou de instituição. Os resultados da 2.ª fase são divulgados a 29 de setembro. Lusa

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