Eco-sensor portátil permite conhecer a qualidade do ar em termpo real

18 Jun 2016 / 11:48 H.

    Investigadores da Universidade Politécnica de Valência desenvolveram um eco-sensor portátil de baixo custo e rápida instalação que, combinado com uma aplicação e um telemóvel, permite conhecer a qualidade do ar em tempo real e em qualquer ponto da cidade.

    Desenvolvido pelo Grupo e Redes de Computadores (GRC) da Universidade Politécnica de Valência (UPV), este instrumento é composto por um ou mais sensores capazes de medir diferentes poluentes no ar, com as coordenadas e o momento da captura, e um sistema de comunicações integrado e de servidores na nuvem.

    Pode transportar-se ou instalar-se rapidamente em qualquer veículo, "sendo a bicicleta a opção mais flexível e ecológica", afirmaram à EFE fontes da UPV.

    Carlos Tavares, investigador do GRC e subdiretor do Departamento de Informática de Sistemas e Computadores (Disca) da UPV, assinala que, aproveitando a rede de transporte público existente, este eco-sensor permitiria maximizar o controlo do meio ambiente nas cidades com um custo mínimo.

    "Atualmente, a Europa dispõe de uma rede de estacões para monitorizar o ar, que requerem infraestruturas próprias e sensores avançados, o que eleva consideravelmente o seu custo", afirma Carlos Tavares.

    Além disso, acrescenta, "na prática o número de estações é muito reduzido, o que impede o conhecimento detalhados da qualidade do ar nos diferentes pontos da cidade. Este eco-sensor permite ultrapassar este handicap de uma forma muito eficiente".

    Quanto ao funcionamento, o investigador destaca a sua simplicidade: "basta iniciar a aplicação para começar a monitorizar a cidade".

    Uma vez que os dados são carregados na 'nuvem', o sistema gera automaticamente, a partir de dados registados por terminais de vários utilizadores, os mapas de poluição detalhados da área estudada.

    "Se o número de utilizadores for elevado, podemos ter mapas de poluição completos e atualizados quase instantaneamente", diz o investigador da UPV.

    Além de permitir conhecer com detalhe que zonas de uma cidade estão mais poluídas, o eco-sensor poderá ser uma ferramenta útil para aplicar restrições de tráfego em zonas que atinjam valores críticos.
     

    Lusa

    Outras Notícias