Crescimento de Angola revisto para baixo este ano e em alta para 2015

07 Out 2014 / 14:16 H.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Angola seja das que menos vai crescer este ano entre os produtores de petróleo da África Subsariana, mas em 2015 deverá subir uma posição no grupo daqueles sete países.

    Os números do World Economic Outlook (WEO), hoje divulgado em Washington, mantêm os dados avançados em julho pelo FMI: a economia angolana deve crescer 3,9% este ano, acelerando para os 5,9% no próximo ano, depois de ter crescido 6,8% em 2013.

    No WEO de abril, os números apontavam para um crescimento de 4,1% em 2013, 5,3% este ano e 5,5% em 2015, mas seriam revistos devido ao "abrandamento da expansão da produção agrícola e devido à queda temporária da produção do petróleo na primeira metade do ano".

    Agora, de acordo com a instituição financeira, estima-se que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola tenha este ano o crescimento mais reduzido no grupo dos sete países produtores de petróleo da África Subsariana - com exceção da Guiné Equatorial, que deverá continuar em recessão acentuada neste ano e em 2015.

    O conjunto, que inclui ainda Nigéria, Gabão, Chade, República do Congo e Sudão do Sul, deve crescer este ano 6,1% e 7% em 2015 (valores médios).

    Em 2015, o FMI prevê que o crescimento do PIB de Angola (5,9%) suplante o do Gabão, cuja previsão é de 5,4%, permitindo assim subir uma posição naquele grupo de produtores de petróleo.

    A instituição financeira tem defendido uma revisão da política angolana de subsídio aos combustíveis para "racionalizar" os recursos financeiros públicos e alargar os apoios sociais - sublinhando que os subsídios, que permitem um preço fixo nos combustíveis há vários anos, custam 4% do PIB angolano.

    As previsões hoje divulgadas pelo FMI não incluem números sobre os restantes países lusófonos africanos e Timor-Leste, mas um mapa sobre o crescimento previsto do PIB para 2015 mostra que os países se devem manter em linha com os números do WEO de abril - ou até ligeiramente melhores no caso da Guiné-Bissau.

    Moçambique e Timor-Leste devem continuar a ser os países lusófonos que mais crescem em 2015, com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada um deles a subir mais de seis por cento.

    Para São Tomé e Príncipe está previsto que o PIB cresça cinco a seis por cento, enquanto na Guiné-Bissau poderá aumentar entre quatro a cinco por cento - superior aos 3,9% calculados em abril.

    Para Cabo Verde, o FMI prevê uma taxa de crescimento a oscilar entre dois a quatro por cento.

    Estes números hoje divulgados no WEO enquadram-se num cenário de crescimento global de 3,8% previsto para 2015, embora tal crescimento seja considerado ainda "fraco, desigual e suscetível a contratempos".

    Lusa

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