Moçambique quer investidores que criem postos de trabalho

Primeiro Secretário da Embaixada expôs as potencialidades do país

26 Jul 2013 / 22:17 H.

Moçambique, país que está a ter um crescimento económico extraordinário nos últimos cinco anos, precisa de importar conhecimento e investimento privado, e não está aberta a receber mão-de-obra de fora, sobretudo não aquela que o país não precisa, aliás tem desemprego acima do que pretende.

Esta foi uma das advertências deixadas esta tarde pelo primeiro secretário da Embaixada de Moçambique em Lisboa, convidado para uma conferência na Escola Profissional Cristóvão Colombo. Jaime Teixeira Dias frisou que Moçambique “não é um país de oportunidades de emprego, mas sim de investimento e criação de emprego”, nomeadamente para os moçambicanos. E ainda desabafou: “Queremos ser ricos, criando riqueza e não pobres e dormir em cima da riqueza.”

Para uma plateia de cerca de 60 pessoas, convidadas por uma luso-moçambicana, Cristina Pinto Teixeira, que contabiliza na Madeira uma comunidade de aproximadamente 170 pessoas nascidas ou criadas naquele país lusófono, o responsável diplomático ainda frisou que a estratégia do país é “fazer amizades e criar parcerias de negócios por todo o mundo”.

Com o Produto Interno Bruto (PIB) a aumentar em média entre 7 a 7,5% entre 2008 e 2012, o país precisa de criar infra-estruturas portuárias, aeroportuárias, viárias e ferroviárias, além de investidores na área agrícola, entre outras áreas, Moçambique está numa intensa procura de investidores internacionais. Jaime Teixeira Dias aproveitou a deslocação à Madeira para conhecer a ilha e elogiou o desenvolvimento em infra-estruturas que viu por onde passou.