PM da Tunísia qualifica assassínio de opositor de "crime odioso"

26 Jul 2013 / 04:25 H.

    O primeiro-ministro da Tunísia, o islamista Ali Larayedh, condenou ontem o assassínio do deputado da oposição Mohamed Brahmi, que qualificou de "crime odioso".

     

    O assassínio, que desencadeou protestos e apelos à demissão do governo, foi já condenado pela ONU, pelos Estados Unidos, pela França, pela Suíça e pelo Conselho da Europa.

    "Denuncio, da maneira mais firme, este crime odioso, que visa a Tunísia no seu todo e a sua segurança", disse o primeiro-ministro, numa declaração à imprensa.

    Larayedh criticou igualmente os apelos à desobediência civil e os protestos e pediu aos tunisinos que deem mostras de calma e contenção.

    Várias manifestações realizaram-se hoje depois do anúncio do assassínio de Mohamed Brahmi com onze tiros à queima-roupa, quando saía de casa, perto de Tunes.

    O Presidente da Tunísia, Moncef Marzouki, também condenou o assassínio, acusando os responsáveis de quererem demonstrar que a "primavera árabe" fracassou.

    "Os responsáveis por esta tragédia querem mostrar que a Tunísia não é uma terra de paz, querem mostrar que a 'primavera árabe' fracassou em todo o lado", disse o Presidente.

    Marzouki, que se mostrou emocionado, manifestou "profunda dor" por esta "segunda catástrofe nacional", depois do assassínio, a 06 de fevereiro passado, do também opositor Chokri Belaid, que mergulhou a Tunísia na crise mais grave desde a deposição de Zine Azidine Ben Ali, em janeiro de 2011.

    A família do deputado assassinado acusou entretanto o partido islamista no poder, o Ennahda, de responsabilidade na morte de Brahmi.

    "Acuso o Ennahda, foram eles que o mataram", disse a irmã do deputado, Chhiba Brahmi, citada pela agência France Presse.

    Lusa

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