PS-M quer derrota dos social-democratas nas autárquicas

30 Mai 2013 / 12:14 H.

O líder do PS-Madeira, Victor Freitas, disse hoje que a ida de Jardim e de Miguel Mendonça a Lisboa não deu frutos, que o Governo Regional "não tem qualquer credibilidade para negociar com os governos do país" e que, por isso, o PSD-M deve ser derrotado nas próximas autárquicas de Outubro.

Victor Freitas referiu que, olhando hoje para a comunicação social, constata que "não conseguiram nada" das audiências com Passos Coelho e Cavaco Silva. "Vieram de mãos vazias, não resolveram nem a Lei das Finanças para as regiões autónomas, nem o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) para a Região, que era importante ser revisto para garantir condições de crescimento económico para a Região", frisou, apontando que, mais uma vez, ficou demonstrado que o Governo Regional "não tem qualquer credibilidade para negociar com os governos do país".

O líder do PS-M defendeu que quem está a pagar o mau relacionamento entre o Governo Regional e o Governo da República "são os madeirenses", porque não há resultados até ao momento e os dois governos "não se entendem". O Governo Regional "está morto em matéria de soluções". Dada a actual situação, sublinhou que o grande desafio dos madeirenses é "se livrarem" destes dois governos nas próximas eleições autárquicas para haver mudanças políticas e eleições antecipadas. "A demissão destes dois governos é feita nas urnas e por vontado do eleitorado", salientou, afirmando que "a larga maioria dos madeirenses" quer a demissão do Governo Regional e fazer nas autárquicas a mudança que obrigue o Governo Regional a ser demitido e a haver eleições antecipadas.

Não tendo dúvidas de que António José Seguro será o próximo primeiro ministro, Victor Freitas avançou que o PS-M negociou, com o PS nacional, a Lei das Finanças Regionais e o PAEF. Das negociações, e em relação à Lei das Finanças Regionais, negociaram que as receitas extraordinárias fiquem na Madeira, algo que, neste momento, não está a acontecer, disse que pretendem também a manutenção do diferencial do IVA em 30%, questão que o actual Governo Regional e central aboliram, e frisou que conseguiram que exista aval do Estado em relação aos empréstimos que a Região venha a contrair, conseguindo assim taxas de juro mais baixas.

Quanto à revisão do PAEF, Victor Freitas defendeu que este plano deve ser "mais suave", obtendo a concordância do PS a nível nacional. O líder socialista defende que o défice seja consentâneo com a realidade regional, um prazo maior para o pagamento da dívida e a redução do IVA da restauração. 

 

 

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