Passos Coelho vem ao Congresso do PSD-M

22 Nov 2012 / 16:58 H.

O líder nacional do PSD, Passos Coelho, vai participar na sessão de encerramento do XIV Congresso Regional da Madeira.

O DIÁRIO sabe que o líder fará uma intervenção perante os congressistas no próximo domingo à tarde, sendo previsível que reúna antes com o executivo de Jardim.

Pedro Passos Coelho regressa assim à Região, onde esteve pela última vez a 10 de Abril de 2011, também no fecho do congresso social-democrata, na altura para atacar o Governo da República, lembrando que deveria ser próximo governo a negociar com Bruxelas as contrapartidas da ajuda internacional. Uma resposta à afirmação de Sócrates que disse que a base negocial com Bruxelas seria o PEC 4, chumbado pelo PSD. O líder nacional do PSD defendeu na altura um programa de emergência social para acudir os casos mais graves.

Depois de eleito primeiro-ministro, em Junho de 2011, não voltaria à Região, até porque foi entretanto descoberta a dívida oculta.

Em Setembro, em entrevista à RTP, garantiu por exemplo que não viria envolver-se na campanha eleitoral para as eleições regionais da Madeira. "Nas actuais condições, em que foi conhecido pelo país uma situação que é grave e que é irregular, que tem custos de reputação para Portugal, não seria compreensível que o primeiro-ministro fizesse qualquer confusão de caráter partidário e se envolvesse na campanha eleitoral da Madeira", referiu Passos Coelho.

As dívidas regionais não reportadas às autoridades nacionais causam então mossa no relacionamento entre governos e social-democratas. E para que não restassem dúvidas frisou: "Não caucionarei com a minha presença na Madeira esse tipo de comportamentos".

Passos Coellho lamentava a falha do Governo Regional ao longo dos últimos anos, considerando-a "grave" e deixou claro os madeirenses vão ter que enfrentar um nível de esforço que será grande.

Na altura, manteve a tese de que o Governo social-democrata na Região e a candidatura a mais um mandato foram escolhidos pelo povo da Madeira e pelo PSD-M e não pelo PSD nacional. Por isso, evitou a questão da retirada de confiança política em Jardim, sem deixar de criticar toda a situação gerada pelo líder madeirense, assumindo que causa desconforto e embaraço ao PSD nacional. Mais, apesar do apreço pela obra de Jardim sublinhou que o desenvolvimento não justifica, nem desculpa a situação vivida então. "Os portugueses não mereciam", desabafou na altura.

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