Pais querem metas definidas do pré-escolar ao 12.º ano

01 Fev 2012 / 14:13 H.

    A Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP) defendeu junto do Ministério da Educação uma reforma curricular que comece no primeiro ciclo ou no jardim de infância e defina metas até ao 12.º ano.

    "Esta revisão deve ser consensual e objecto de um pacto político/social a longo prazo", defende a FERLAP no contributo que enviou ao ministério a propósito da discussão pública sobre a revisão curricular, que terminou na terça-feira.

    No documento, hoje divulgado, a federação diz que quer ver desmistificado o ensino profissional, para que esta via seja encarada com normalidade por pais e alunos.

    A medida, diz, passa por "um acompanhamento vocacional precoce, de forma a que cada um ganhe competências nas áreas que lhe são mais próprias".

    Os pais pensam também que esta revisão deve ser acompanhada de uma revisão do currículo da formação dos professores, bem como da reestruturação da carreira docente, no sentido de "acompanhar a evolução da sociedade".

    A FERLAP defende ainda que a escola de qualidade não se consegue com turmas sobrelotadas, com recreios e pavilhões sem acompanhamento, com secretarias com falta de pessoal e "alunos com fome" ou refeições de má qualidade.

    A estrutura propõe que as disciplinas teóricas leccionadas em tempos de 90 minutos tenham intervalo, que seja mantida a formação cívica ou substituída por filosofia, de acordo com o escalão etário dos alunos.

    A manutenção do desdobramento de turma em Ciências da Natureza no 2.º Ciclo, a manutenção de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) durante todo o percurso escolar são outras propostas apresentadas.

    Os pais dizem ainda que os alunos gostam de Educação Visual e Tecnológica (EVT), defendendo por isso que continue a ser leccionada nos mesmos moldes, com a manutenção de dois professores por turma.

    A FERLAP defende ainda que seja repensada a forma como são transmitidas determinadas matérias em que os alunos têm menor aproveitamento, nomeadamente matemática.

    Lusa