Jardim demarca-se da FLAMA e envia recados aos separatistas

Durante o Governo socialista "andaram caladinhos que nem ratos"

12 Jul 2011 / 13:49 H.

    O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, classificou esta manhã como "sinais folclóricos" de separatismo e um "paradoxo" o caso da colocação de bandeiras da FLAMA em vários pontos da Madeira no 1 de Julho, Dia da Região. Falando para os membros do Curso do Instituto de Estudos Superiores Militares, o governante explicou que "a questão do separatismo praticamente morreu" após a conquista do regime autonómico, até porque "não corresponde ao sentimento da esmagadora maioria do povo madeirense". Até no período logo posterior à revolução de 1974, o "próprio movimento separatista nunca teve qualquer representatividadee política nem foi sequer um movimento que tivesse o objectivo de ganhar uma independência para a Madeira", mas antes queria evitar que Portugal se transformasse num regime comunista.
    Por isso, Jardim define como "sinais folclóricos" as bandeiras da FLAMA colocadas no Dia da Região e assinala um paradoxo em tal atitude: "É curioso que nós tivemos aqui um período muito difícil aquando da governação socialista e nessa altura estiveram caladinhos que nem ratos e de repente, quando há uma mudança de Governo em Lisboa e no momento em que o país tem uma certa responsabilidade para sair deste problema [crise financeira] em que estamos mergulhados, é que de repente aparece o movimento separatista a dar sinais de vida. É paradoxal, porque se houve violação da Autonomia durante algum tempo foi no período do recente governo socialista".