Bandeiras da FLAMA por toda a Ilha

Autores da iniciativa afirmam ter colocado mais de 50 bandeiras em vários locais da Madeira

01 Jul 2011 / 09:52 H.

Uma organização auto-intitulando-se a FLAMA-Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, anunciou que “hoje, 1 de Julho de 2011, dia daquela autonomia que não merece festejos, os madeirenses despertaram com o seu arquipélago engalanado com a sua Bandeira e, passados 35 anos é uma boa altura para reflectir sobre o que a FLAMA sempre propôs e muitos aceitaram de braços abertos e outros, tiveram dúvidas.”

O comunicado termina com críticas aos “exemplos que estão à vista nestes anos de loucura que tem sido a Autonomia”, o que denota que a autoria do comunicado é de terceiros, alheios à FLAMA tal e qual ficou conhecida. “O servir-se não significa meter dinheiro ao bolso. Muito pior é ser obstinadamente teimoso e nunca ouvir a voz da razão, gerir as Câmaras aos seus gostos pessoais embora felizmente o Principal já de saída, privilegiar birras pessoais esquecendo os reais interesses da nossa Madeira e finalmente não terem a capacidade de fazer nada com inteligência e competência, é marinas, parques e parques e marinas, sem pensar minimamente nas gerações vindouras e nos encargos que vão herdar.”

Falando em nome da FLAMA, mas sem que haja essa garantia de autenticidade, o comunicado pede aos madeirenses que reflictam e se batam por um referendo, que se destina a esclarecer duma vez por todas, quaisquer possíveis dúvidas. “Os resultados da dependência de Portugal, tal como a FLAMA anunciou há mais de 30 anos, estão à vista. Alguns venderam-se por uma autonomia que funciona assim: quando tudo corre bem, os portugueses não cumprem os mínimos a que se comprometeram; quando tudo corre mal, acham que nós devemos solidariedade e o GR concorda!”

Num comunicado distribuído esta manhã, depois das 6 horas da manhã, altura em que terão sido colocadas as bandeiras da FLAMA em alguns pontos da ilha, os dinamizadores da iniciativa criticam os que dizem que a Madeira não podia ser independente. “Ninguém o é. O que exigimos é sermos nós a negociar a nossa dependência, visto que Portugal endividado, envergonhado e pobre, luta por manter a cabeça fora de água e, se a mantiver, é para viver em agonia durante anos! Vejam o que aconteceu com a zona franca, por má fé de Portugal.”

Reafirmam que a Madeira, com a independência que a FLAMA sempre lhe quis dar, “garantia e garante, que será uma República Democrática e que, a nossa Constituição terá poderes, para, democraticamente, arredar do poleiro qualquer imitação de Sócrates. O aprendiz de filósofo foi corrido, mas a obra ficou!” 

Foto João Filipe Pestana