Heliporto será instalado no aterro

Governo, Câmara e responsáveis pela empresa que explora o helicóptero visitaram esta tarde o aterro marítimo

02 Ago 2010 / 17:35 H.

Santos Costa não descarta hipótese de construção de um porto acostável para navios de cruzeiro, mas tudo depende do estudo das marés, que ainda decorre

O heliporto é o primeiro equipamento com lugar previsto para o aterro do Funchal. A plataforma ficará localizada a título provisório numa zona de fácil acessibilidade à Avenida do Mar, em frente à Alfândega.

A conclusão foi avançada esta tarde pelo secretário regional do Equipamento Social, numa visita que juntou o vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal e responsáveis pela empresa que explora o helicóptero.

Desde que as cheias de 20 de Fevereiro destruíram o heliporto, junto ao Clube Naval do Funchal, o aparelho tem utilizado o campo do Exército (Unidade de Apoio da Zona Militar da Madeira), em São Martinho, desenvolvendo ali, temporariamente, a actividade turística e de recreio. Daí a necessidade de ser encontrada uma solução. Contudo, a instalação do heliporto no aterro marítimo carece de pareceres, entre os quais do INAC (Instituto Nacional de Aviação Civil).

O secretário Santos Costa diz que o estudo sobre os fundos e as marés ainda está a decorrer, mas não descarta a eventualidade de ali ser construído um porto acostável para navios de cruzeiro, se os relatórios técnicos demonstrarem que a bacia portuária é capaz de comportar o calado de paquetes com a acumulação de sedimentos provenientes das ribeiras e da acção do mar.

De resto, reiterou que o plano de urbanização para o aterro (que acolheu várias toneladas de materiais arrastados pela aluvião de Fevereiro) prevê uma área recreativa e de lazer com alguns serviços, admitindo a instalação de uma zona de comércio, mas cingido a “um ou dois quiosques e nada mais”.

O plano de intenções do Governo Regional será bem acolhido pela Câmara do Funchal se daí não resultarem quaisquer objecções por parte dos estudos em curso, assegurou ao DIÁRIO Bruno Pereira.

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