Encerramento de consulados 'fere a sensibilidade' de José Cesário

O ex-secretário de Estado das Comunidades considera a medida 'claramente atentatória'

27 Fev 2007 / 13:44 H.

    O previsto encerramento de alguns postos consulares 'fere a sensibilidade' do deputado do PSD e antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, que considera a medida 'claramente atentatória' dos interesses e da política externa portuguesa.
    José Cesário expressou o desejo que o ministro dos Negócios Estrangeiros, 'depois de ouvir as mais variadas entidades' e ter recebido sugestões e protestos, 'tome decisões ajustadas àquilo que deve ser a missão dos nossos consulados no contexto da nossa política externa'.
    De visita à Venezuela, José Cesário disse esperar 'que o ministro comece exactamente por dizer, publicamente', quais serão os objectivos da rede consular no contexto da política externa portuguesa.
    'Nomeadamente, que missão terão os consulados em áreas como a diplomacia económica, a relação política de Portugal com os governos centrais, estaduais, regionais, locais, dos mais variados países, sobretudo os países que nós consideramos prioritários em termos das nossas relações externas', acrescentou.
    Para José Cesário, chegou também o momento do Governo dizer 'se reconhece ou não que há um aumento da emigração portuguesa, porque a revisão da rede consular tem que ser feita também tendo em consideração este aspecto'.
    No seu entender, 'estão em causa objectivos de natureza política, económica, cultural e obviamente a relação com as comunidades portugueses'.
    O deputado do PSD eleito pelo Círculo de Emigração de Fora da Europa enfatizou que há 'situações' que ferem não só a sua sensibilidade como 'a de muita gente'.
    'Espero que o ministro seja capaz de reequacionar as propostas que estão em cima da mesa e que, para além dos encerramentos, seja capaz também de adiantar quais são as perspectivas a prazo de aberturas', acrescentou.
    Segundo José Cesário, 'a rede consular portuguesa tem hoje exigências que não estão cobertas pela sua dimensão, em variadíssimos países no mundo, quer relativamente a comunidades portuguesas, quer a objectivos estratégicos portugueses muito concretos'.
    'Há necessidades por cobrir e que não estão contempladas na actual rede consular', sublinhou.Lusa

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