Ângelo Correia com Passos Coelho

País precisa 'lufada ar fresco' e acabar com o 'mofo'

28 Mai 2008 / 09:16 H.

    O presidente da Mesa do Congresso do PSD, Ângelo Correia, disse hoje que o partido precisa de uma 'janela aberta', que afaste o 'mofo', o 'bafio', o 'mesmo do passado' e deixe entrar 'uma lufada de ar fresco' no País.
    Falando num jantar que juntou, em Santarém, cerca de 400 apoiantes de Pedro Passos Coelho, Ângelo Correia justificou a sua presença ao lado do candidato à liderança do PSD por 'saber o que dele pode esperar', por ter 'carácter'.
    'O Pedro não é bom rapaz, o que até é depreciativo, é bom carácter, tem escolhas, tem opções', disse, acrescentando que o País está 'farto de quem encena, faz espectáculo político e faz o contrário do que disse'.
    Para Ângelo Correia, o facto de o PSD ter tido sete líderes em 13 anos 'é mau, é errado', é 'sintoma de crise, sinal de doença'.
    Por isso apelou a que o partido escolha desta vez 'um líder para muitos anos', com a 'juventude e maturidade' que reconhece a Passos Coelho.
    No seu entender, a 'debilidade' do PSD vem do facto de ter deixado de ouvir o País e ter-se discutido apenas a si próprio, o que levará a que os portugueses rejeitem uma liderança que 'reflicta as lutas do passado'.
    'O País só olhará para o partido doutra maneira se houver um novo líder, um rosto novo, uma janela aberta sobre o País, que deixe entrar uma lufada de ar fresco. Senão continuará o mofo, o bafio, o mesmo do passado', afirmou.
    Segundo disse, a mudança em Portugal 'não se fará com os do costume' e 'cada pessoa tem o seu tempo'.
    'Hoje vim aqui dizer que apoio Pedro Passos Coelho também pela sua juventude', afirmou, lembrando o candidato que o actual presidente da República, Cavaco Silva, era mais novo quando foi ministro das Finanças.
    Para Ângelo Correia, o facto de Passos Coelho estar numa classe política 'sem fazer parte dela' é 'uma enorme vantagem'.
    Passos Coelho pediu aos militantes que, perante os quatro candidatos em disputa no sábado, decidam 'fechar um ciclo importante' que teve o seu momento mais alto com Cavaco Silva e o mais baixo 'quando Pedro Santana Lopes perdeu as eleições'.
    No seu entender, o facto de não ter pertencido a nenhum Governo pode ser 'um trunfo' no debate com o actual primeiro-ministro, por não ter de justificar o passado e poder obrigar José Sócrates a 'explicar-se no presente'.Lusa

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