Velejadores partem da Madeira para as Caraíbas e alertam para a diabetes

07 Fev 2018 / 10:57 H.

A 10 de fevereiro recomeça a nona edição da corrida da ‘Regata Transquadra’, umas das competições mais emblemáticas na actividade náutica e que conta com a participação de 100 embarcações, naquela que é a segunda parte da prova. As equipas partem da Marina Quinta do Lorde, na Madeira, com o objectivo final de chegarem às ilhas Martinica, nas Caraíbas, que será o destino final para os desportistas amadores.

As equipas individuais e duplas de desportistas amadores acima dos 40 anos, iniciaram a sua viagem em Barcelona, tendo chegado à Madeira em Julho de 2017. No início deste mês, as equipas vão encontrar-se em preparação para a sua viagem de travessia ao Atlântico.

Membro da equipa da Transquadra, Arnaut Dudernel explica que “a viagem que iniciaremos pelo Atlântico será uma grande prova de esforço pessoal, repleta de desafios, mas também a oportunidade de chegarmos ao público e falarmos sobre a nossa actividade. O nosso objectivo é que corra tão bem como a primeira fase desta competição e estamos certos que a Madeira será o ponto de partida de uma grande e positiva aventura até Martinica”.

Além do desafio e da paixão pelo desporto náutico, esta aventura traz também adjacente uma mensagem de saúde pública para a qual os concorrentes pretendem alertar: a diabetes. A iniciativa é especialmente relevante em Portugal, uma vez que é um dos países Europeus com maior incidência de diabetes.

Mais de 1 milhão de portugueses entre os 20 e os 79 anos com este diagnóstico.

Este é um dos principais objectivos das equipas que estabeleceram uma parceria com a ‘Setting Sail Against Diabetes’, uma associação que apoia pessoas com diabetes através da actividade de navegação recreativa e de competição. A associação integra a equipa da Transquadra com um barco devidamente identificado, que tem como parceiro a Novo Nordisk e tem como objectivo aumentar a consciencialização sobre este assunto junto da população.

“A diabetes não deverá ser limitativa da actividade física que a pessoa pretenda fazer. Para as pessoas que têm de viver com esta realidade tudo é possível. O controlo adequado, felizmente cada vez mais facilitado com medição da glicémia, em conjunto com a alimentação a actividade física e a administração de insulinas evita assim a incidência de hipoglicémias” – explica Silvestre Abreu, responsável do serviço de endocrinologia do Hospital Central do Funchal.

A diabetes tipo 2 é mais prevalente à medida que a idade aumenta, e com ela cresce também o risco da ocorrência de outros problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares, desenvolvendo-se geralmente por hábitos menos saudáveis de alimentação e de uma vida sendentária com pouca actividade física.

As equipas pretendem, assim, destacar a importância da prevenção, através de uma actividade física regular, e do diagnóstico precoce da diabetes de forma a que se consiga melhor controlar a doença.

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