Rali de Portugal Miguel Campos e Ricardo Moura, sem apoios, ficam fora da prova ‘rainha’

15 Mai 2018 / 09:23 H.

Miguel Campos, melhor português nos dois últimos anos, e Ricardo Moura, líder do campeonato nacional, são dois dos grandes ausentes no Rali de Portugal de 2018, ambos devido a falta de apoios.

O piloto de Famalicão, o melhor entre os portugueses que alinharam nas duas últimas edições do Rali de Portugal, não escondeu à Lusa “alguma tristeza” por ficar de fora.

“Tenho muita pena, pois gostava imenso de voltar a lutar por ser o melhor português”, confessou, justificando: “Este ano tínhamos um projeto fazer todo o campeonato nacional, mas houve um patrocinador que tínhamos que queria alguns requisitos cumpridos e acabámos por perder esse apoio que seria importante”.

De acordo com Campos, “não foi fácil arranjar os apoios para fazer a época toda e fazer só o Rali de Portugal iria hipotecar o projeto” que tem para 2018, acrescentando que ainda conta fazer algumas provas do Europeu ou do Mundial.

Para 2019, o piloto de Famalicão avançou à Lusa que “o objetivo é concretizar o projeto que nesta altura está a ser preparado” e que terá “a consistência necessária para ser um projeto vencedor”.

“Quem me conhece sabe que eu quando entro é para ganhar e espero para o ano ter essas condições reunidas”, disse o campeão nacional de 2002.

Também a ver o Rali de Portugal vai ficar Ricardo Moura, tricampeão nacional de ralis, de 2012 a 2014, e atual líder do campeonato.

“Espero que seja um grande rali”, disse à Lusa, antes de concretizar que a sua ausência na prova maior do calendário se deve à “falta de apoios”.

O piloto açoriano, vencedor em Fafe e também no Rali dos Açores, as duas primeiras provas do calendário nacional de 2018, não escondeu “alguma tristeza por não poder participar no Rali de Portugal e, principalmente, por não poder fazer todo o nacional”, acrescentando que teve sempre “muitas dificuldades em conseguir o ‘budget’ necessário para fazer todo o campeonato” e que, nos dois últimos anos, com os carros a serem “cada vez mais competitivos e caros” essas dificuldades agravaram-se.

“Desde 2009, em que participámos a primeira vez, que sempre foi difícil encontrar patrocinadores”, confessou Ricardo Moura, lembrando que, para fazer uma época completa e lutar por títulos, são necessários cerca de 300 mil euros para um R5.

Com uma vida profissional ligada ao setor imobiliário, Ricardo Moura confessa que não tem “o tempo necessário para procurar patrocinadores”, acrescentando que, ainda assim, e em aberto, está a possibilidade de fazer “uma ou outra prova do campeonato até final”, mas “lutar pelo título está fora de hipótese”.

O Rali de Portugal, é a quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2018, depois de Fafe, Açores e Mortágua, todas em piso de terra, também pontuável para o Mundial de Ralis 2018 e que decorre este ano entre 17 e 20 de maio.

Para as contas do nacional, apenas contam as classificativas da primeira etapa, ou seja, até final da secção da manhã de sábado.

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