Prémios iguais para homens e mulheres na Maratona do Porto é “acto de justiça”

Foi a primeira vez que tal aconteceu, tendo as provas feminina e masculina sido vencidas por atletas quenianos

Porto /
05 Nov 2017 / 14:43 H.

O responsável pela organização da 14.ª edição da Maratona do Porto, Jorge Teixeira, considerou que a atribuição dos mesmos valores de prémios a mulheres e homens, algo feito hoje pela primeira vez, constitui um “ato de extrema justiça”.

“Já existe um número de mulheres a correr a maratona que justifica isso. Até aqui não havia. Recordo-me de edições com oito ou nove mulheres. A Maratona do Porto foi fazendo o seu percurso e as corredoras também foram aderindo. Agora justifica-se, e o contrário seria uma injustiça tremenda. Este é um ato de extrema justiça”, disse à agência Lusa Jorge Teixeira, responsável pela organização a cargo da Runporto.

Na manhã de hoje, os municípios do Porto, de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos receberam a 14.ª edição da Maratona do Porto.

Os quenianos Jackson Limo, em masculinos, e Monica Jepkoech, em femininos, venceram a prova, onde os portugueses Daniel Pinheiro e Salomé Rocha foram segundos classificados.

Limo completou a prova em 2:11.34 horas, menos 6.23 minutos do que Daniel Pinheiro (2:17.57), enquanto o eritreu Okubay Tsegay acabou em terceiro, com 2:19.06.

Entre as mulheres, Monica Jepkoech estabeleceu um novo recorde da prova, com 2:26.58, batendo o registo de 2:29.13 conseguido no ano passado pela sua compatriota Loice Kiptoo. Salomé Rocha correu em 2:31.01 e terminou à frente da etíope Chaltu Bedo Negashu (2:43.41).

Além dos 42,195 quilómetros da principal prova, somaram-se outras duas vertentes: a ‘Family Race’, com 15 quilómetros, e a ‘Fun Race’, uma caminhada com distância de seis quilómetros e destinada a todas as classes etárias e sem fins competitivos.

De acordo com a organização inscreveram-se cerca de 15.000 pessoas de 69 nacionalidades diferentes (27% dos inscritos são atletas internacionais), sendo que os pódios tiveram representação portuguesa apesar do grande poderio africano.

“Estavam 15.000 na soma das três vertentes. O balanço é extremamente positivo. Tivemos mais recordes, o que coloca cada vez mais a Maratona do Porto no patamar que todos nós sonhamos a nível internacional. Esta prova é muito atrativa e cada vez mais somos procurados. Os atletas querem correr no Porto, na maior e a melhor maratona de Portugal”, sintetizou Jorge Teixeira.

O atleta com mais velho foi um suíço de 80 anos, Danilo Meyrat, enquanto a corredora com mais idade foi a francesa Chantal Haton, de 67 anos.

A iniciativa também serviu para angariar fundos a favor da Casa do Caminho, uma instituição de acolhimento de crianças que é a primeira unidade de emergência infantil do norte do país, bem como para recolha de alimentos para entregar à Legião da Boa Vontade.

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