Portugal aponta aos 20 primeiros na Taça do Mundo de motocrosse

20 Set 2017 / 16:55 H.

A seleção portuguesa de motocrosse pretende qualificar-se nos 20 primeiros classificados na Taça do Mundo, que se realiza a 30 de setembro e 01 de outubro, no circuito inglês de Matterley Basin, Winchester.

Portugal será representado pelos pilotos Rui Gonçalves, Hugo Basaúla e Paulo Alberto, grupo que será orientado pelo selecionador Rodrigo Castro.

O melhor que Portugal alcançou em termos coletivos foram dois oitavos lugares, nas edições de 2001 e 2005, mas Rui Gonçalves, o ‘motard’ mais conceituado da atual geração de pilotos nacionais, foi vice-campeão mundial de ‘cross’ em 2009.

“Obviamente que irei dar o máximo para qualificar Portugal para os 20 primeiros. Depois, no domingo, 01 de outubro, iremos tentar ir o mais longe possível. Mas, é um circuito bastante acidentado, embora rápido”, salientou Rui Gonçalves.

Hugo Basaúla, filho do antigo futebolista do Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora, chegou a experimentar o futebol na infância, mas acabou por escolher as motas.

“Comecei a pilotar uma mota com três anos de idade, adorei e, aos seis anos, já era piloto federado. A paixão das motos foi mais forte do que o futebol, mas o meu pai nunca se importou com isso e sempre me apoiou”, revelou o atual campeão nacional.

Basaúla acredita na possibilidade de a seleção apurar-se para os 20 primeiros, mas, em termos pessoais, já perdeu a esperança de atingir o nível de Rui Gonçalves, um dos ‘motards’ que integra o topo mundial.

“Já tenho 28 anos e estou a ficar um pouco velho para chegar a esse patamar. É muito difícil chegar ao nível do Rui Gonçalves. Mas, estou satisfeito com a minha carreira desportiva e tenho orgulho em ser o atual campeão nacional”, adiantou Hugo Basaúla.

Rodrigo Castro é o atual selecionador luso e o responsável pela gestão desportiva de Portugal. O objetivo é, como salientaram os pilotos, “conseguir um lugar entre os 20 primeiros, naquela que é considerada a prova-rainha do motocrosse mundial e que é exclusivamente disputada por seleções nacionais”, focou.

Portugal dispõe de um orçamento de 20 mil euros para esta participação da Taça das Nações: “Mas, se falarmos de uma potência como os Estados Unidos, se calhar teríamos de acrescentar um zero aos nossos 20 mil euros. Ou mais”, adiantou Rodrigo Castro.

Participam na Taça do Mundo de motocrosse, dos dias 30 de setembro e 01 de outubro, um total de 38 seleções e passam à fase de decisão as 20 melhores classificadas.

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