Pinto da Costa abandonou assembleia geral da Liga agastado com propostas recusadas

29 Dez 2017 / 14:49 H.

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, abandonou hoje, mais cedo, a assembleia geral da Liga de Clubes de futebol, agastado com a forma como os trabalhos se estavam a desenrolar.

O dirigente portista partilhou, à saída da sede da instituição, que o movimento de clubes G15 - que engloba os emblemas da I Liga à excepção dos três ‘grandes’ - recusou a admissão de propostas apresentadas pelo seu clube e pelo Sporting.

“O FC Porto apresentou hoje propostas cuja admissão foi recusada pelo G15. Curiosamente as propostas do FC Porto eram para a correcção de gralhas que estavam nos regulamentos, e que toda a gente reconheceu”, começou por dizer Pinto da Costa.

O líder do clube ‘azul e branco’ deixou muitas críticas aos clubes que integram o movimento G15, acusando-os de “não quer dialogar”.

“Os clubes do G15 defendem que deve haver diálogo, e eu também defendo, mas um diálogo na Liga. Mas se o G15 quisesse conversar tinha de admitir as propostas dos outros, nem que, depois, as viesse a votar negativamente”, apontou Pinto da Costa.

Foi por esse motivo, que o presidente do FC Porto decidiu abandonar, prematuramente, a reunião, revelando que o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, também o fez.

“Entendi que não estava aqui a fazer nada, embora por respeito com a direcção da Liga, e com os clubes derrotados, deixamos um nosso representante na reunião, tal como fez o Sporting, cujo presidente também entendeu que não estava cá a fazer nada”, afirmou.

Pinto da Costa não se quis alongar sobre as cinco propostas apresentadas, que não foram admitidas pelos clubes que integram o G15, relembrando que se tratavam de “gralhas que a própria direcção da Liga estava de acordo que havia que rectificar”.

“Não me vou pronunciar sobre as cinco propostas porque seria um contrassenso, pois na casa dos clubes houve quem nem quisesse, sequer, admitir as propostas dos outros”, disse.

O presidente do FC Porto afirmou ainda que não dará o seu aval a situações semelhantes, deixando um alerta aos clubes que integram o G15.

“Se o G15, ou 13 ou 11, se sente preparado para substituir a Liga, deve provocar eleições e tomar conta da Liga”, disse o dirigente do FC Porto, completando: “o que interpreto é que foi uma tentativa de fragilizar, não sei porquê ou comandado por quem, a direcção da Liga. Mas nós não compactuaremos com isso”.

Pinto Costa deixou ainda um elogio à forma como Pedro Proença tem dirigido a Liga de clubes.

“Há poucos meses todos os clubes votaram por unanimado o orçamento da Liga, que pela primeira vez deu 2 milhões de lucro, e toda gente reconhece que o presidente Pedro Proença está a fazer um excelente trabalho”, vincou.

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