Marítimo pretende apoio dos adeptos, mas lembra regras a cumprir

18 Jan 2018 / 20:15 H.

O Marítimo apelou hoje ao apoio dos seus adeptos, em comunicado, mas sem que estes quebrem regras, para que o clube da I Liga portuguesa de futebol não seja punido com jogos à porta fechada.

“O Club Sport Marítimo da Madeira reafirma que todos os adeptos são da máxima importância, a razão de ser do próprio clube na sua essência, quer no apoio aos nossos atletas quer no dia a dia da coletividade”, começa por referir o comunicado, no sítio oficial do emblema ‘verde rubro’ na internet.

O Marítimo destaca o “maior número de adeptos” presente no estádio, o que ajuda a “cimentar a afirmação” da equipa, mas espera que o apoio seja apenas referente ao clube e cumprindo as regras.

“No entanto, repetimos, há regras a cumprir e é por isso, também, que temos de pugnar”, acrescenta.

Neste sentido, não será autorizado aos adeptos ‘verde rubros’ “entrar com adereços no Estádio do Marítimo que não se cinjam ao apoio único e exclusivo ao clube”.

“O Club Sport Marítimo da Madeira repudia, pois, a apresentação de quaisquer sinais, símbolos, cânticos e expressões que incitem à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância”, complementa.

Os excessos cometidos, que já valeram várias punições ao emblema insular nesta temporada, foram relembrados para servirem de aviso e evitarem consequências mais graves no futuro.

“O Club Sport Marítimo da Madeira tem sido confrontado com elevadas multas e processos que, em última instância, poderão levar à realização de jogos à porta fechada. Para evitar tais consequências graves para todos nós, o Club Sport Marítimo da Madeira reitera a sua posição de fazer cumprir a lei em vigor”, apela.

O comunicado surge em resposta à publicação da claque do clube ‘Fanatics’ na rede social Facebook esta semana, referindo que “tudo melhorou” no Marítimo excepto o “desprezo pelas claques maritimistas” e que, em protesto, ficará em silêncio, por “tempo indeterminado”, no jogo de sábado, nos Barreiros, com o Belenenses.

Nessa publicação, a claque destacou a tentativa de se legalizar, para “seguir as regras”, embora tenha sido informada que “nenhuma claque maritimista está autorizada a entrar no estádio”, ficando até a “sensação” de que são um “atrapalho”.