Maniche diz que quer “apostar um pouco mais” na Camacha mas não pode

12 Jan 2018 / 16:59 H.

O ex-futebolista internacional Maniche, recente investidor da AD Camacha, reuniu hoje com Miguel Albuquerque, com um atraso de 25 minutos em relação à hora prevista, provavelmente para ganhar coragem sobre os assuntos que quis colocar em cima da mesa do presidente do Governo Regional. No fim do encontro, entre outras questões, o lisboeta falou sobre uma condicionante desportiva que o incomoda.

“A equipa neste momento tem mais um ponto que a época passada. É um ano mais competitivo e estamos numa série, que no meu ponto de vista é a mais forte, e temos a condicionante de só podermos ter dois jogadores do continente a jogar, onde para um investidor deixa alguma preocupação, porque queremos investir e queremos apostar um pouco mais e não podemos”, disse Maniche, em alusão à situação do apoio para o desporto dos clubes que militam no Campeonato Nacional de Séniores, e que é ‘cortado’ caso o número de atletas exceda esta lei que foi constituída pelo Governo Regional em 2014.

“Temos esperança de fazer mostrar ao Governo que isso não é uma boa solução para quem quer investir e para quem quer valorizar a ilha”, aludiu o investidor, que vai passar a residir na Madeira já este ano, conforme o próprio adiantou.

A equipa vai ser reforçada a partir da próxima semana e Maniche não avançou com nomes mas deu a garantia que chegam. “Queremos estabilizar a equipa este ano e ficar numa boa classificação. Todo o cuidado é pouco este ano. O meu objectivo é subir a Camacha à II Liga, mas há um longo caminho pela frente”, disse.

Ainda sobre o encontro com Miguel Albuquerque, a Camacha está a desenvolver alguns projectos nas componentes sociais e Saúde, ajudando mais concretamente o Bairro da Nogueira, passando depois para o resto da ilha. “São projectos que passa por levar alimentos e agrupar esses alimentos nos próprios supermercados e restaurantes e levar em mão às casas de famílias mais desfavorecidas. Na saúde também temos um projecto (...) porque achamos que, não só o Bairro da Nogueira, mas também a ilha da Madeira, tem problemas de Saúde, inclusivamente obesidade”, disse.

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