Fernando Santos diz que agressões aos jogadores não se reflectem no Mundial

17 Mai 2018 / 21:17 H.

Fernando Santos está convicto de que as agressões de que foram vítimas os jogadores do Sporting que integram o lote de convocados para o Mundial2018 não vão refletir-se no seu desempenho na competição.

“Sempre expressei esta ideia: no dia em que chegam à seleção nacional só pensam exclusivamente nela. Conheço-os bem e sei o sentimento que nutrem pelo país e o orgulho em representá-lo. Este episódio não se irá refletir no seu desempenho na seleção”, disse o selecionador português durante a conferência de imprensa em que anunciou os 23 convocados para o Mundial2018.

Em relação ao que se passou na Academia de Alvalade, Fernando Santos confessou ter ficado “incrédulo, como qualquer português, quando ouviu as notícias na rádio”, e revelou que a sua primeira reação foi ligar ao treinador do Sporting e seu amigo, Jorge Jesus, a quem repudiou o que lhe tinha acontecido e a todos os outros.

“O que aconteceu foi inqualificável. Todos os adjetivos são poucos para qualificar o sucedido”, concluiu Fernando Santos.

Os jogadores Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins, que integram a lista de 23 convocados para o Mundial2018, estavam na Academia de Alcochete a preparar-se para o primeiro treino com vista à final da Taça de Portugal quando cerca de cinco dezenas de adeptos radicais entraram nas instalações e agrediram jogadores, treinadores e funcionário do Sporting e provocaram outros atos de vandalismo.

A GNR deteve 23 dos atacantes e as reações de condenação do foram generalizadas e abrangeram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

Face às críticas, Bruno de Carvalho negou hoje, em comunicado enviado à Lusa, qualquer responsabilidade pelo ataque na academia, rejeitou demitir-se da presidência do Sporting e anunciou que vai processar Ferro Rodrigues, bem como comentadores e jornalistas por o terem “difamado e caluniado” após os atos de violência em Alcochete.

Entretanto, a Mesa da Assembleia-Geral demitiu-se em bloco, vários membros do Conselho Fiscal e Disciplinar renunciaram aos cargos e parte do Conselho Diretivo também se afastou, enquanto o empresário Álvaro Sobrinho, patrão da Holdimo, detentora de 30% das ações da SAD do Sporting, pediu a demissão da direção.

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