Director do departamento de futebol do Sporting foi detido

No total há quatro detidos

Lisboa /
16 Mai 2018 / 11:32 H.

O director do departamento de futebol do Sporting, André Geraldes, e outras três pessoas foram detidas esta quarta-feira no âmbito da investigação às suspeitas de corrupção no andebol.

Os outros detidos são João Rodrigues, empresário e interlocutor no alegado esquema de corrupção, Gonçalo Gonçalves, braço direito de André Geraldes, e Paulo Silva, empresário que terá corrompido árbitros de andebol e jogadores de futebol.

A Polícia Judiciária está a fazer buscas na SAD do Sporting Clube de Portugal, em Alvalade, e na casa do empresário que denunciou a alegada corrupção de árbitros no campeonato de Andebol da época transata.

Segundo o JN apurou, além da SAD do Sporting inspectores da Judiciária estão, igualmente, a efectuar buscas em casa do denunciante, na zona do Entroncamento.

As autoridades procuram documentação que sustente a denúncia do empresário, segundo a qual diversos árbitros terão sido comprados com verbas que oscilam entre os 1500 e os dois mil euros.

É previsível que haja detenções ainda hoje.

André Geraldes dizia-se, na terça-feira, de “consciência tranquila” e com “nada a esconder”

Recorde-se que André Geraldes afirmou ontem que estava de “consciência tranquila” e que não tinha “nada a esconder”, em reacção ao alegado esquema de corrupção com arbitragem no andebol, que está a ver investigado pelo Ministério Público.

“Estou de consciência absolutamente tranquila, confio plenamente na minha equipa e estou focado na tarefa de preparar o futebol profissional do Sporting para a final da Taça de Portugal e para a próxima época. Nada nem ninguém me vai desviar do rumo traçado. Nada tenho a esconder e estou inteiramente disponível para colaborar no apuramento de toda a verdade”, escreveu André Geraldes na sua página da rede social Facebook.

O Ministério Público está a investigar um alegado esquema de corrupção relacionado com a compra de equipas de arbitragem no andebol e que envolve o Sporting, confirmou ontem a Procuradoria-Geral da República.

Em resposta enviada à agência Lusa, a propósito do caso ontem revelado pelo jornal Correio da Manhã (CM), a PGR confirmou a existência de “um inquérito relacionado com a matéria” e dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto.

Segundo escreveu ontem o CM, o alegado esquema de corrupção no andebol envolvia “a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o Futebol Clube do Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder” e abrangeu a época de 2016/17, ganha pelo Sporting.

O CM citou conversas e trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, e que segundo o jornal “mostram como André Geraldes, hoje director de futebol do Sporting, coordenava toda a batota”.

O jornal publicou ainda uma entrevista com um empresário - Paulo Silva -, alegadamente intermediário em todo o esquema, que falou em “fraude nas modalidades”, confessando ter alinhado no esquema de corrupção “ao serviço do seu clube do coração [Sporting]” e disse que recebia 350 euros por cada árbitro de andebol que corrompia.

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