Direcção do Leixões quer impedir SAD de usar o Estádio do Mar

23 Ago 2018 / 19:16 H.

A direção do Leixões Sport Clube pretende impedir a utilização do Estádio do Mar a todos os administradores, funcionários e atletas da SAD que gere o futebol profissional do clube.

A medida foi hoje divulgada numa conferência de imprensa promovida pelos órgãos sociais do emblema matosinhense, mas será, ainda, levada a discussão e aprovação dos sócios, numa assembleia geral a realizar no início de setembro.

Caso esta intenção da direção do Leixões Sport Clube seja ratificada pelos associados, a equipa de futebol profissional, que compete na II Liga portuguesa de futebol, não poderá competir no estádio do Mar.

“Foi decidido, por unanimidade, pela direção do Leixões Sport Clube, proibir a entrada de todos os membros, funcionários e atletas da Leixões SAD no estádio do Mar. Esta proibição estará, porém, condicionada, à vontade dos sócios”, começou por dizer Manuel Dias, presidente da Assembleia Geral do Leixões.

O dirigente considerou que a direção “tem legitimidade para fazer cumprir de imediato esta medida, mas entende que, pela gravidade da mesma, deverá levá-la a uma assembleia geral do clube”.

Manuel Dias considerou que se “vive um período conturbado nas relações entre a Leixões SAD e o Leixões Sport Clube”, que se “agudizou, de sobremaneira, com um último comunicado emitido pela Leixões SAD”, que considerou “despropositado”.

Segundo o presidente da assembleia geral do emblema de Matosinhos, os motivos para esta cisão estão numa alegada falta de cumprimento das obrigações da SAD com o clube, vertidas num protocolo.

“Nesse protocolo emanam algumas obrigações que a Leixões SAD não tem vindo a cumprir. A partir desse momento, a SAD deixa de ter o direito de usufruir do estádio do Mar”, vincou.

O presidente da direção do clube, Duarte Anastácio, pretendia que a medida entrasse imediatamente em vigor, mas disse “respeitar que a decisão seja levada a assembleia geral”.

Ainda assim, Duarte Anastácio garante que só está disponível a continuar no cargo “se houver uma resolução efetiva”.

“Não quero ser acusado de compactuar e ver o Leixões em certas situações. Caso a SAD não cumpra o que está no protocolo não estarei disponível para continuar se não haver esta decisão dos sócios”, assumiu.

Questionado sobre o impacto que pode ter na equipa profissional o impedimento de utilizar o estádio do Mar, Duarte Anastácio não se alongou.

“Não vamos comentar, não nos cabe avaliar esse impacto”, concluiu.

As relações entre o clube, liderado por Duarte Anastásio, e a SAD do Leixões, presidida por Paulo Lopo, têm vindo a deteriorar-se nos últimos tempos, tendo levado a uma recente troca de comunicados, com acusações mútuas, versando, sobretudo, críticas à gestão das duas entidades.

A situação agudizou-se com episódios de violência no final do jogo da última jornada, com o Varzim, que terminou com a derrota dos matosinhenses (1-0).

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