Casa cheia aguarda a chegada dos WRC a Lousada apesar do pó e do vento

18 Mai 2017 / 19:11 H.

A pista da Costilha, em Lousada, onde hoje se disputa a primeira classificativa do Rali de Portugal, está repleta de público, a mais de uma hora da prova, que se espera decorra com muito vento e pó.

Apesar de a organização regar regularmente a pista ao longo da tarde, o vento forte impele o pó largado pelos carros de rali clássicos que vão animando os espetadores que aguardam as emoções fortes do WRC.

Apesar do vento e do pó, reina a boa disposição entre os aficionados, de várias nacionalidades - os espanhóis estão em grande número -, que até já imitaram os aplausos e cânticos que celebrizaram os adeptos islandesas no europeu de futebol de 2016.

Da cabine de imprensa observa-se o grande anfiteatro da Costilha, uma imensa moldura humana a fazer lembrar um estádio de futebol, onde não faltam bandeiras de vários países e os incentivos dos adeptos que vão expressando o quanto gostam dos desportos motorizados.

Em Lousada, o cenário repete-se desde 2015, ano em que a prova portuguesa do mundial de ralis regressou ao norte do país, com a classificativa inicial a disputar-se num circuito misto de terra e alcatrão, inspirado no ralicross, mas onde dois carros partem lado a lado, em percursos distintos e cruzados (duas voltas), na busca do melhor tempo, ao longo de 3,35 quilómetros, para gáudio dos adeptos.

Um salto, na zona em terra batida, colocado em frente à zona de maior aglomeração de público, é um dos pontos mais espetaculares do circuito, mas também dos um dos mais exigentes para máquinas e pilotos.

Os primeiros carros do Rali de Portugal entrarão em pisca às 19:00, com os portugueses Pedro Meireles e Miguel Barbosa, ambos em Skoda Fabia R5, mas os WRC mais competitivos evoluirão a partir das 20:00.

Este ano é expectável que o recorde da pista a Costilha possa ser batido pelos mais rápidos, atendendo à evolução que os carros tiveram desde a época passada, com a adoção dos novos regulamentos, sobretudo ao nível da potência, que passaram dos cerca de 300 cavalos para os atuais 380, e da aerodinâmica, ainda mais eficaz.

O Rali de Portugal vai evoluir até domingo no norte do país, percorrendo cerca de 350 quilómetros de provas cronometradas, repartidos por 19 classificativas.

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