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A reitoria garante que os empréstimos serão discutidos na próxima reunião do conselho de gestão, no fim de Novembro.

Com a corda ao pescoço

Alunos vão devolver dinheiro, mas não se livram da cobrança de juros
Data: 10-11-2009 Comentários: 2

Vários alunos da Universidade da Madeira pediram dinheiro ao banco para financiar um mestrado que, afinal, não vai abrir. Sem 2º ciclo de estudos em Ciências Empresariais, o empréstimo terá que ser devolvido, mas os bancos não perdoam os juros que, em alguns casos, significa um acréscimo de 500 euros ao montante inicial.

A reitoria garante que o assunto vai a debate na próxima reunião do conselho de gestão e a Associação Académica (AAUMA) está solidária com os alunos, embora reconheça que esta é uma situação complexa, o pagamento de juros não está directamente relacionado com a Universidade da Madeira. "É um problema financeiro complicado", sublinha Nuno Rodrigues, membro da AAUMA.

Os alunos que pediram 5.500 euros para pagar as propinas do mestrado de Ciências Empresariais estão, de facto, numa situação financeira complicada. No entanto, como referiram ao DIÁRIO, a opção por um empréstimo não foi uma leviandade, nem foi feita antes de ter a certeza de eram aceites. Aliás, os resultados das candidaturas foram conhecidos em Junho.

Foi com o comprovativo de matrícula que os bancos autorizaram os empréstimos. Em alguns casos, essas autorizações foram concedidas em Junho e Julho, mas a decisão de não abrir o mestrado aconteceu em Setembro e de modo inesperado para quem acreditava que iria melhorar a formação com um 2º ciclo de estudos.

"Fomos informados pelo director de curso de que não havia condições para abrir o mestrado. E, perante esta informação, não nos restava outra alternativa. O mestrado foi cancelado". Castanheira da Costa, o reitor, lembra que todos os mestrados e pós-graduações abertos este ano na Universidade da Madeira foram aprovados pela anterior reitoria.

Quanto à situação dos alunos, o reitor diz que o assunto será levado a debate na próxima reunião do conselho de gestão, o que deverá acontecer no fim deste mês. "Esta situação será considerada na reunião do conselho de gestão, mas este órgão reúne apenas uma vez por mês, a próxima deverá ser no fim de Novembro. Só depois disso terei uma resposta para os alunos".

A Associação Académica também lamenta e está solidária com os alunos prejudicados pelo cancelamento do mestrado de Ciências Empresariais. "Espero que a Universidade aprenda com o que se passou. As candidaturas e inscrições dos mestrados e pós-graduações só devem ser feitas depois de estudada e aprovada a viabilidade económica. O que não aconteceu neste caso".

O mais provável é que sejam os alunos a arcar com os juros dos empréstimos bancários, os tais que, em alguns casos, representam mais 500 euros a pagar. Na última edição da JA (a revista mensal da Associação), Miguel Xavier, membro do tal conselho de gestão, explicou que a Universidade irá devolver todo o dinheiro que tenha sido gasto nas matrículas (o que ronda os 60 euros) e outras despesas.

Sobre juros de empréstimos bancários, não há certeza, nem se sabe de que maneira a Universidade pode remediar a situação em ficaram os alunos. Refira-se que o mestrado em Ciências Empresariais iria ter um custo de seis mil euros e uma duração de dois anos. O regulamento exigia o pagamento de 5.500 euros no primeiro ano e 500 no segundo. Muitos dos candidatos aceites não tinham essa quantia disponível, mas para não perder a oportunidade decidiram pedir emprestado ao banco.

Marco Freitas

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Comentários

 

Anónimo : Actualizado: 10-11-2009 17:11:03
Mais do mesmo quando o mesmo se torna demais...: Mais do mesmo quando o mesmo se torna demais...

raulmarote » Raúl Marote : Actualizado: 10-11-2009 17:03:00
Responsabilidades: Espero que a UMa e quem ali comanda tenham a dignidade de assumir as responsabilidades e encontrar a melhor solução para este caso. Afinal de contas, foi com o comprovativo da matrícula que os alunos em questão pediram o empréstimo!

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