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Oposição recua no acordo sobre início das negociações com Mugabe
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Tsvangirai não está disposto a assinar documento
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Data: 17-07-2008 Comentários: 0
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O memorando de entendimento, que poderá lançar as bases para as negociações "a sério" entre oposição e o governo do Zimbabué, está longe de ser aceite pelo líder do MDC, disse à Lusa fonte do movimento em Joanesburgo.
Ao contrário do sugerido numa entrevista publicada pelo jornal sul-africano The Star na edição matinal, o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição), Morgan Tsvangirai, não está disposto a assinar o documento enquanto persistirem as condições actuais, afirmou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada.
Actualmente, o aparelho do Estado, as milícias e os auto-proclamados "veteranos de guerra" - fiéis ao Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe - aterrorizam todos aqueles que não juram fidelidade ao partido no poder, ZANU-PF, acrescentou.
O jornal pró-governamental zimbabueano The Herald noticia na edição de hoje que "Tsvangirai sabotou" a assinatura do memorando de entendimento e que o processo negocial está, por isso, em perigo.
De acordo com analistas regionais, Tsvangirai, sem garantias sobre um termo próximo para a violência contra os seus apoiantes e não confiando no mediador mandatado pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (MDC), Thabo Mbeki, prefere aguardar pela intervenção directa do presidente-executivo da União Africana (UA), Jean Ping, que deve chegar a Harare sexta-feira.
O líder da maior facção do MDC, que venceu a primeira volta das eleições presidenciais e acabou por desistir da segunda volta por ter considerado o clima de violência "insustentável e incompatível com um acto eleitoral livre", vem há muito pedindo a nomeação de um representante permanente da UA que trabalhe junto da mediação da SADC por considerar que o Presidente sul-africano favorece Robert Mugabe e o seu regime.
O documento de 14 páginas foi em princípio aceite quer por Mugabe, quer por Arthur Mutambara (líder da facção menor do MDC) e pelo próprio Tsvangirai.
"O que está agora em causa é a presença constante de um observador, mediador ou enviado que seja suficientemente imparcial para denunciar eventuais quebras do seu conteúdo, nomeadamente na questão das liberdades e garantias", concluiu a fonte da Lusa.
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Lusa
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