Um país sem cursos de treinador

Mourinho é o expoente máximo dos treinadores portugueses.

É uma situação difícil de compreender. Portugal, segundo as palavras de Rui Marote, presidente da AFM, possui mais de 300 treinadores a trabalhar fora do país. Bem! Um dado que nos deve orgulhar e que não se cinge só ao futebol mas às mais variadas modalidades desportivas.

Todavia, esta informação, analisada isoladamente, é sinónimo de sucesso e qualidade dos treinadores portugueses - tido como expoente máximo José Mourinho. Evidencia também que os cursos e a formação nela intrínseca têm qualidade e caminhavam na direcção correcta.

Portanto, não se percebe porque é que o ex-secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, tenha decidido uma alteração profunda nos cursos: a primeira medida foi afastar a organização e promoção desses cursos das respectivas federações e coloca-los sob a alçada do Instituto do Desporto de Portugal; A segunda decisão tratou de uniformizar esses cursos para todas as modalidades e criar uma média horária de 600 horas por cada um. Qualquer coisa como um curso superior, que implicaria cerca de três anos para completar o curso.

Resultado: está tudo parado! Não há formação de treinadores em Portugal. O mais grave é que estamos a perder tempo precioso para treinadores de outros países. Mais. No meio de todo este processo de baralhar e dar de novo, os treinadores já habilitados com os respectivos cursos, para poderem mantê-los estão obrigados a pedir a cédula junto do IDP onde pagam 30 euros só para o primeiro nível.

Se não o fizerem, a formação que já adquiriram é considerada nula! Mais uma medida estranha, pois esses cursos já foram pagos à respectiva Federação ou Associação Regional. Quem compreende isto?
 

Comentários

O mais ridículo disto tudo, é que toda a formação feita e paga pelo formando e que era reconhecida pelo IDP, passa a ser nula caso não possua a cédula, ou seja, tudo aquilo que antes era reconhecido como formação pelo IDP, DEIXA-O DE O SER DE UM DIA PARA O OUTRO!!!
Como é que é possível que se reconheçam cursos de treinador num determinado momento, e depois noutro momento, não é válido? Isto é o mesmo que dizer a um médico: sabemos que você fez o curso de Medicina com as melhores notas, fez o Mestrado, é um excelente médico mas..., como não tem agora esta cédula que na altura em que você fez o curso não existia, o seu curso vale zero, e por isso você tem que voltar para a Universidade e fazer novamente o curso!!!
Agora, imaginem esta mesma regra aplicada aos Engenheiros, Arquitectos, Contabilistas, Professores, etc, etc.
Tá visto que quem nos governa, é que precisa de uma "cédula".

sou madeirense e gostava muito de tirar um curso de treinador de futebol , pq sou um apaixonado pelo futebol. mas pelos vistos aqui na madeira somos a segunda opçao de portugal. nao mereçemos isto, sr. rui marote faça alguma coisa

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